Grémio assume integralmente a administração do futebol feminino

Após parceria com Associação Gaúcha de Futebol Feminino em 2017, clube passa a gerir modalidade: “O que prometermos vamos colocar no papel e cumprir”

Grêmio tem a Série A2 do Brasileiro como primeira competição em 2018 (Foto: Jéssica Maldonado)

Apesar da perda da treinadora Patrícia Gusmão para o Inter, o Grémio assegura que o projeto de futebol feminino segue em andamento no clube. Diretor da modalidade, Iúra diz que, ao contrário de 2017 quando a Associação Gaúcha de Futebol Feminino fez parceria com o clube para o uso da camisa em competições (Série A1 e parte do Gauchão), o clube gaúcho está assumindo todas as operações da modalidade em 2018 com a estrutura do clube disponível. O objetivo é ter uma equipa competitiva em 2019 com a conquista de títulos. Iúra ressalta, porém, que tudo será feito com consciência para cumprir o que for prometido às atletas. Ele lamenta que seja difícil arranjar empresas interessadas em patrocínio e aponta que a demora da CBF em divulgar informações sobre o calendário da modalidade é uma grande barreira para atrair investidores. Uma novidade é que o dirigente está tentando junto à Umbro, que faz os uniformes da equipa masculino, a confecção de camisas também para as mulheres.

– O Gauchão começou com jogadoras da Federação, mas no decorrer assumimos. Aí começamos a fazer peneirão. A partir de 2018, o projeto começou com o Grémio. Alojamento, parte jurídica, tudo a partir de 2018 é o Grémio que assume tudo. Nós vamos fazer com consciência. O que prometermos vamos colocar no papel e cumprir depois. Esse é o problema no futebol feminino. Alguns clubes prometem e não cumprem. A CBF tem que organizar melhor. A CBF só organizou o carnê com a nossa data de estreia na Série A2, mas não mandou nada de adversário, valores. As empresas me colocam assim (quando o clube busca patrocínio para o feminino): tá, mas quando começa o campeonato, mas a CBF dá. O presidente (Romildo) até falou: “Pô, acho que vou ter que ligar para CBF” – afirmou Iúra ao blog Dona do Campinho.

Iúra reclama também da troca constante das atletas de clubes, algo que deverá ser normatizado, em relação às janelas internacionais, com a inserção da modalidade no TMS a partir de 2018.

– Nós temos plano sim. Não tínhamos somente Patrícia. Temos planos além. O Brasil vai ficar encantado connosco e saber que o presidente Romildo sabe estruturar. Estamos fazendo corretamente. Primeiro foi sacrifício, mas agora vamos melhorar. Mas com tranquilidade. Eu espero que a CBF possa profissionalizar. Tem jogadora do Corinthians, por exemplo, que joga em 4 ou 5 clubes no ano. Não dá. As meninas têm que ser profissionais e os clubes também com contratos de um ano.

Sobre a campanha na Série A1 em 2017, Iúra garante que serviu de aprendizado e que puderam reavaliar os erros que cometeram na temporada passada. Rebaixado, o Grémio disputará em 2018 a Série A2 do Brasileiro. A disputa tem início marcado para 18 de março com a fase preliminar e fechamento em 25 de março. A segunda fase está definida para 25 de abril até 15 de julho.

– Tínhamos certeza que iríamos cair, mas lutamos para não cair. Mas aquilo nos deixou maiores ainda, pois estamos revisando nossos erros. Futebol feminino só vai crescer – declarou.

Iúra finalizou ressaltando que ainda é pouco o que o clube paga às jogadoras, mas que dá todo o auxílio e sem atraso de salários: – Chega dia 5 e estão recebendo tudo em dia. É pouco? É pouco, mas estamos recebendo. Tudo com honestidade.

In globoesporte.globo.com

 

AnaSilva

Adepta do desporto em geral, mas apaixonada pela modalidade REI (Futebol). Passei a fazer parte deste projecto Portal Futebol Feminino em Portugal com a intenção de poder ajudar na divulgação e promoção do Futebol Feminino.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *