Depois da semifinal diante do Canadá, a americana Carli Lloyd admitiu ao FIFA.com que a disputa da medalha de ouro, para as americanas, vinha coberta de um desejo de desforra. Um ano atrás, afinal, os Estados Unidos perdiam nos penaltis outra decisão – da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011 – para as japonesas, exatamente as rivais desta quinta-feira no mítico estádio de Wembley.
Pois ficou claro: as americanas, e especificamente Lloyd, não estavam de brincadeira. Diante de um público de 80.203 pessoas, recorde do Torneio Olímpico de Futebol Feminino até hoje, a equipa chegou ao terceiro ouro consecutivo ao bater o Japão por 2 a 1, com dois golos de Carli Lloyd, um em cada etapa.
O que não faltou foi emoção. O primeiro tempo foi repleto de oportunidades de lado a lado, sobretudo depois que as americanas abriram o marcador logo aos oito minutos: Alex Morgan recebeu na área, voltou-se em direção à ponta esquerda e cruzou em direção a Abby Wambach. Carli Lloyd chegou antes dela para, de cabeça, testar para o golo.
Começou, então, a blitz japonesa em direção ao golo de Hope Solo – o que obrigou a goleadora americana a se destacar e ser uma das grandes responsáveis pela vantagem após os primeiros 45 minutos, sobretudo por uma defesa espetacular em cabeçada de Yuki Ogimi, em que a bola ainda tocou na barra. Foi, aliás, uma das três bolas na trave do primeiro tempo: aos 28, em sua única outra grande oportunidade além do golo, os Estados Unidos quase contaram com a ajuda de Azusa Iwashimizu, que cabeceou na trave direita um cruzamento vindo da lateral direita. E, enfim, aos 33, Aya Miyama completou com o pé esquerdo um cruzamento rasteiro vindo da lateral e acertou pela segunda vez o barra de Solo.
Toda a chance de empate das campeãs mundiais, porém, se fez muito mais complicada no início do segundo tempo, quando, aos nove minutos, mais uma vez, Carli Lloyd apareceu. A camisa 10 controlou a bola da esquerda para o meio e acertou uma pancada cruzada, no canto direito do golo japonês. Era preciso reagir rápido, e isso as japonesas fizeram: aos 18, Homare Sawa recebeu sozinha na área e tocou em direção ao golo. Christie Rampone bem que salvou em cima da linha, mas afastou sem força e permitiu que Ogimi tocasse para o gol vazio.
Só restava, então, uma estratégia para as japonesas, normalmente comedidas e pacientes: partir para cima. Foi uma pressão se fim ao longo de 15 minutos, que as americanas aguentaram à base de uma defesa forte, um pouco de sorte e, principalmente, uma espetacular Hope Solo. Aguentar aquela pressão significou não sucumbir mais. A desforra era realidade, e o tricampeonato olímpico também.
In pt.fifa.com
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