Brasil fica fora da semifinal pela primeira vez

 

Foram quatro campanhas consecutivas da Seleção Brasileira em que uma coisa era certa: ao menos, um lugar na semifinal. Mas, pela primeira vez na história do Torneio Olímpico de Futebol Feminino, já não será assim.

O Brasil teve mais posse de bola e criou mais oprtunidades no Millennium Stadium de Cardiff, mas sofreu com a precisão cirúrgica das japonesas, atuais campeãs mundiais. Graças muito à velocidade de sua dupla de ataque formada por Shinobu Ohno e Yuki Ogimi – cada uma autora de um golo -, o Japão marcou 2 a 0 nesta sexta-feira e agendou uma semifinal diante da França – que bateu a Suécia por 2 a 1 – na próxima segunda-feira, em Wembley.

Como na última Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, o Brasil, acostumado com o pódio até pouco tempo atrás, joga bem, tem oportunidades de ir longe, mas cai nos quartos de final.

Os primeiros 30 minutos foram de um jogaço: após uma boa oportunidade japonesa com Shinobu Ohno no primeiro minuto de jogo, o domínio foi todo das brasileiras: foram cantos consecutivos, cruzamentos na área e pelo menos duas grandes chances claras – uma com Renata Costa e outra num chute de longe de Formiga. Ao não marcar, no entanto, o Brasil abriu espaço para a reação japonesa.

Durante dez minutos, a partir dos 20, as campeãs mundiais tiveram seu momento no jogo. E, ao contrário, das brasileiras, elas aproveitaram: a velocidade do ataque japonês rendeu frutos aos 27, quando um passe longo encontrou Yuki Ogimi sozinha, entre as brasileira. Ela teve tempo para avançar, entrar na área e escolher o canto para tocar na saída de Andreia.

A partir dali, já não houve mais grandes chances, embora o domínio de posse de bola continuasse sendo brasileiro. Essa superioridade se tornou de fato pressão foi no segundo tempo, quando a bola já não saiu mais do campo japonês e ficou institucionalizado: de um lado, o Brasil atacava e, do outro, com quase todas as suas jogadores em seu campo, o Japão se defendia e, se possível, partia para contra-atacar.

Chegou-se a um ponto em que era inevitável: ou o Brasil, de tanto insistir, empatava, ou as japonesas, com cada vez mais espaço, matavam o jogo com seu contra-ataque veloz. Foi o que aconteceu. As nipónicas aguentaram a pressão e, na primeira grande chance de contra-atacar, contaram com a velocidade de sua dupla de ataque: Yuki Ogimi deu um belo lançamento com curva para Shinobu Ohno dentro da área. Ela teve calma, encarou sua marcadora e, de esquerda, tocou com categoria no canto alto direito de Andreia. Era o golpe que faltava para acabar com qualquer esperança, e o final de uma série consecutiva de semifinais. In pt.fifa.com

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