Nuno Cristovão: “É isto que nos falta em termos de resultados”

Nuno Cristovão orientou o 1.º Dezembro na qualificação da Liga dos Campeões no ano passado, em Sintra
Falámos com o treinador do 1.º DezembroNuno Cristovão, sobre a fase de qualificação da Liga dos Campeões, que começa já no sábado, em Malta, e decorre até dia 16 (saibam tudo sobre a nossa participação aqui). Esta será a quarta vez que o treinador português orientará a equipa na prova, depois de participações na Dinamarca, na Croácia e, no ano passado, em Sintra.
- Como decorreu a preparação para a liga este ano?
Decorreu de forma normal, de acordo com o que tínhamos programado. Não houve lesões graves nem outras que impedissem as jogadoras de treinarem regularmente ao longo dos 22 treinos que ocorreram nas 5 semanas e meia que temos de trabalho – e realizámos 6 jogos com equipas séniores masculinas, face à ausência de equipas femininas em competição nesta altura da época. O fator menos positivo será a indisponibilidade de 3 jogadoras, por motivos profissionais e pessoais, poderem deslocar-se a Malta e não darem o seu contributo à equipa nesta competição.
- O que sabe sobre as três equipas adversárias [Glentoran, da Irlanda do Norte; Birkirkara, de Malta; Olimpia Cluj, da Roménia]?Muito pouco. Recolhi alguns dados estatísticos através da internet mas isso é claramente insuficiente, nomeadamente do nosso primeiro adversário – Glentoran Belfast United, da Irlanda do Norte. Ainda pensei deslocar-me à Irlanda para as observar (terminaram no passado sábado o Campeonato Nacional), mas não havia verba – nem através do clube nem minha para tal. Em relação aos outros dois adversários (Birkirkhara e Cluj) vamos ter oportunidade de os observar já na competição, o que é uma grande vantagem.

- Até que ponto podemos esperar que esta participação seja diferente das anteriores, ou seja, podemos esperar que o 1.º Dezembro se qualifique este ano?O 1.º Dezembro procura há muitos anos a passagem à fase a eliminar da Liga dos Campeões. Aliás, acho que é o que lhe falta em termos de resultados! Antes de aqui chegar, pelo menos em três ocasiões, isso ficou muito próximo de acontecer. Nas três edições que levo como responsável da equipa técnica isso esteve também muito próximo de ocorrer por duas vezes: na Dinamarca em 2010 e o ano passado em Sintra, onde não perdemos nenhum jogo, só sofremos um golo em três jogos e não alcançámos o almejado apuramento para os 16 avos de final.

Este ano voltamos a ter esse objetivo em mente. Há duas formas de conseguir esse resultado inédito no futebol feminino português: ganhar o grupo e conseguir o apuramento direto ou ser um dos dois melhores segundos classificados dos oito grupos que se vão realizar de 11 a 16 de agosto próximo. Tanto de uma forma como da outra é fundamental ganhar o primeiro jogo. Primeiro porque numa competição a três jogos começar à frente é muito importante, depois porque esse jogo pode contar para o apuramento dos dois melhores segundos.
Pela história e pelos resultados considero o Cluj da Roménia e o Glentoran da Irlanda do Norte os candidatos, connosco, à passagem à fase seguinte da prova. Não podemos, no entanto, esquecer a equipa da casa, que certamente se irá transcender por esse mesmo motivo.
In http://su1dezembrofeminino.com/
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