Liga Allianz estudada “à lupa”

Números apresentados por um estudo do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol mostram a realidade das jogadoras do principal escalão do futebol feminino em Portugal.

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) apresentou esta sexta-feira as conclusões de um inquérito realizado às jogadoras da Liga Allianz que visa avaliar as condições laborais e o seu perfil socioeconómico. As concluões comprovam o que os números apresentados esta quinta-feira pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já deixavam antever: há razões para haver otimismo, mas há também muito trabalho para fazer.

Jogadora Portuguesa tem formação

As melhores notícias apresentados por este estudo intitulado “A jogadora portuguesa ao raio-x” – que integra uma pesquisa global feita pela FIFPro – prendem-se com o nível de escolaridade e a média de idades das futebolistas do principal escalão do futebol feminino português: 82% têm o 12.º ano ou mais – 33% têm curso superior (licenciatura ou mestrado) – e 65% integram o escalão etário de 23 anos ou menos. Estes números deixam antever um futuro muito risonho, até por serem superiores a outros campeonatos com grande tradição.

Por outro lado, 70% das jogadoras definem-se como amadoras (no universo FFPro há apenas 43,8%) e 45% não recebem retribuiçao mensal nem dispõem de benefícios sociais. Estes dados demonstram a existência de algumas discrepâncias em relação a países com os quais Portugal quer competir de igual para igual. Neste sentido, a aposta nos escalões de formação e no recrutamento cada vez mais precoce de jogadoras para a prática da modalidade poderão ter um papel fundamental.

Este inquérito tem ainda indicadores muito interessantes sobre o perfil das jogadoras portuguesas, nomeadamente no que diz respeito ao vencimento, à projeção de carreira e à consciência de classe.

CLIQUE AQUI PARA CONSULTAR O INQUÉRITO “A JOGADORA PORTUGUESA AO RAIO-X”

In www.fpf.pt

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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