A radiografia às equipas da Liga Allianz – considerações finais (IV), por Maria João Xavier

Depois de termos partilhado a informação disponibilizada por 11 equipas que competem na Liga Allianz, é chegada a altura de tecer alguns comentários.

É nossa convicção que conseguimos responder ao desafio que nos propusemos e, concomitantemente, cumprimos a nossa promessa de não revelar nominalmente as equipas que se inserem em cada um dos relatos apresentados.

Teria sido bastante facilitada a nossa tarefa se tivéssemos colocado a tabela que construímos com a informação que os clubes nos cederam e organizássemos a escrita através dos dados compilados. Não obstante, do manancial de informação que recolhemos podemos afirmar seguramente que divulgamos cerca de 90% do total da informação recolhida. Acreditamos que as equipas irão reconhecer as suas realidades sem ser necessário identificá-las.

Podíamos ter ido mais longe? Sem dúvida, mas para “inicio de conversa”, o que conseguimos já dará oportunidade para outras abordagens e perspetivas futuras.

O nosso lamento vai para a impossibilidade de termos a informação das 12 equipas que competem na Liga Allianz. Não foi por falta de insistência e de pedidos. Provavelmente não encontraríamos nenhuma informação diferente das que obtivemos, mas fica a dúvida.

Não tendo fórmula mágica ou alguma ideia brilhante de como será possível que os clubes proporcionem melhores condições (aos que se aplica, naturalmente), talvez essa fórmula ou ideia brilhante necessite de um empurrão da FPF mas também o comprometimento dos clubes com as suas equipas.

Um exemplo, não será viável, com a intermediação/chancela da FPF negociar com alguma cadeia de hotéis e contratualizar um pacote de preços que, pelo menos, permita às equipas ponderar a possibilidade de efetuarem alguma das suas viagens mais longas, na véspera? Talvez seja utopia da minha parte mas creio que compete aos clubes envolver a FPF na procura de soluções para poderem evoluir. Só desta forma a Liga Allianz crescerá e tornar-se-á cada vez mais competitiva. E, sendo a Liga Allianz mais competitiva, em melhores condições físicas chegarão as atletas convocadas aos estágios para as várias seleções nacionais. Não são estes os objetivos?

Não haverá parceiros de negócios no ramo automóvel com capacidade para disponibilizar uma viatura para auxiliar o transporte das equipas nas suas regiões?

Ou mesmo uma empresa do ramo da hotelaria, não tem capacidade para oferecer o almoço à equipa da terra? A recomendação de “boca-em-boca” ainda é a que mais clientes cativa. Se a equipa estiver satisfeita, imaginem o quantidade de pessoas que podem ser futuros clientes. Há um sem número de oportunidades de ver o retorno da oferta à equipa.

Como disse, não tenho nenhuma fórmula nem ideia que já não tenham pensado, mas sei que todas estas propostas só podem ser apresentadas a quem decide se forem traduzidas em números.

Terminamos como começámos a endereçar, mais uma, vez os nossos sinceros agradecimentos aos clubes pela sua colaboração:

– Sporting Clube Portugal;

– Sporting Clube de Braga;

– Clube Futebol Benfica;

Boavista Futebol Clube;
Valadares Gaia;

– Clube Albergaria;

– Estoril Praia;

Vilaverdense;

– U. Ferreirense;

Quintajense;

– UR Cadima.

Desejamos que tenham dado por bem empregue o tempo que dispensaram para responder às nossas solicitações.

Tenho a certeza que vos voltaremos a incomodar.

Sucessos desportivos e muita sorte.

In http://passesemprofundidade.blogspot.pt

AS

Desde sempre que jogo Futebol, mas nunca fui federada. O Portal Futebol Feminino em Portugal entrou na minha vida após uma pesquisa que estava fazer sobre o Futebol Feminino, e então cá estou a colaborar.

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