Ricas em fibra – Tribuna Expresso

Por:

Ana Bispo Ramires

ANA BISPO RAMIRES

PSICÓLOGA

 

Podia ser o título de um artigo sobre aconselhamento nutricional mas, de facto, não o é… e, quando penso neste título, a única imagem que me ocorre é o sprint de Diana Silva (e consequente cruzamento para desfecho exímio de Carolina Mendes) e o arranque de Ana Mendes que, curiosamente, colocou o jornalista que relatava o jogo a dizer “é golo, é golo…”, antes mesmo de o ser.

Ricas em fibra.

De facto, as ATLETAS da nossa SELEÇÃO NACIONAL de FUTEBOL SÉNIOR, a disputar por estes dias aquele que está a ser o primeiro Campeonato da Europa, em competição feminina, CONQUISTARAM o SEU LUGAR NESTA PROVA GRAÇAS À SUA FIBRA e, com ela, conquistaram o seu PRIMEIRO GOLO e a sua PRIMEIRA VITÓRIA, deixando no ar a esperança de uma fase de grupos bem sucedida (com consequente apuramento para fase final).

O DESEMPENHO que esta equipa vem tendo, fruto da DEDICAÇÃO e SACRIFÍCIO de cada uma das atletas, mas também da sua equipa técnica e todo o staff que, com elas, dirige os seus esforço (por certo, já há bastante tempo) para aquela que é a missão da Seleção, tem vindo a mostrar uma admirável coerência e consistência.

A vantagem de quem parte, como Portugal, sem a pressão de se “afirmar campeão”, permite, muitas vezes, que equipas “surpresa” venham a reclamar um lugar entre os grandes (recorde-se, o exemplo do Leicester na Premier League, na época 2015/16).

Para isso, torna-se muitas vezes imperativa, a existência de uma noção muito clara de “Equipa” (quase numa lógica de “tribo”) e uma centração claríssima nas tarefas que possam conduzir à melhoria de performance jogo-a-jogo – não sendo, desde logo, fácil esta tarefa, mais difícil se torna quando a equipa, de forma involuntária e inconsciente, começa a tomar para si a vontade e expectativa dos adeptos – Vencer.

De facto, uma clara noção das tarefas em campo, aliadas a uma forte comunicação e sentido de cooperação e entreajuda serão, à partida, ingredientes preciosos para que o desempenho se supere a cada ação, a cada jogo – aliás, nada de novo e nada que esta equipa não tenha já evidenciado mas, o DESAFIO que se começa a impor é como MANTER a ATENÇÃO neste PROPÓSITO quando os adeptos e o próprio “coração” pede para “Vencer”…

Uma coisa, por certo, ninguém lhes poderá retirar.

O nome da alentejana Carolina Mendes irá ficar para a história: marcou o primeiro golo da seleção feminina numa fase final  Créditos: MAJA HITIJ/GETTY
O nome da alentejana Carolina Mendes irá ficar para a história: marcou o primeiro golo da seleção feminina numa fase final
Créditos: MAJA HITIJ/GETTY

A História já está feita… Portugal deve já, a estas atletas, a sua HOMENAGEM por, uma vez mais, terem elevado a imagem do País e da qualidade do Desporto Português.

A partir daqui, mantendo a sua ATENÇÃO no que verdadeiramente controlam – o seu COMPORTAMENTO, a sua CAPACIDADE DE ENTREGA – o que é importante mesmo é que SAIBAM VIVER o resto desta competição como A OPORTUNIDADE, que transporta em si mesma a mera participação, de aproveitarem cada treino e cada jogo PARA ELEVAREM, ainda mais, AS SUAS COMPETÊNCIAS (físicas, técnico-tácticas e psico-emocionais) INDIVIDUAIS e de EQUIPA.

De facto, e até ao final da prova, a “cor e o rosto” do adversário pouco importa… o que trarão para “casa” (para a nossa e para a delas também), será a FIBRA com que se debateram a cada duelo, a RAPIDEZ com que REAGIRAM a cada “percalço” e a ALEGRIA com que COMEMORARAM cada SUCESSO.

Afinal, e como no caso do exemplo de tantos outros Atletas, UM ESPELHO do que nós próprios poderemos imprimir na nossa Vida.

 

In http://tribunaexpresso.pt/

Joana Lima

Desde 2011 comecei a assistir a alguns jogos na TV. Depois da final da Champions, apaixonei-me por este desporto. Não escrevo com o Novo Acordo Ortográfico.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *