“Tornar o futebol feminino numa marca de sucesso”

Foto: Diogo Pinto/FPF

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tem neste momento uma marca. Uma marca de sucesso. Uma marca associada a outra grande marca comercial em Portugal: o futebol. Criou-a através de uma estratégia de comunicação e de marketing forte. Uma estratégia profissional, interventiva, presente. E de proximidade com mais públicos, no que respeita a número, género e escalão etário.

Esta estratégia tem dado a conhecer os intérpretes do futebol no feminino, desde dirigentes a árbitras, passando por jogadoras, treinadores e ‘staff ’ técnico. Confere notoriedade a esta vertente do futebol, tornando-a mais apetecível.

DIRIGENTES

A temporada 2016/2017 coincide com a entrada no futebol feminino de vários novos dirigentes, que tiveram a oportunidade de se relacionar com estruturas de clubes profissionalizadas, bem como seguir as peugadas da Divisão de Pessoas e Media da FPF, atingindo da mesma forma um público maior em número e em diversidade

No entanto, o que impera em Portugal são os dirigentes que, infelizmente, não possuem uma formação adequada para exercer o cargo, uma formação que lhes permita explorar todas as suas capacidades, provavelmente por nunca terem tido a oportunidade que lhes proporcionasse essa mesma formação.

Domingos Estanislau, Presidente do Futebol Clube Benfica (Fófó), ASF/PRESS PHOTO AGENCY

É por isso fundamental proporcionar oportunidades específicas de formação aos dirigentes nacionais que lideram equipas e clubes femininos, independentemente do escalão ou divisão. Esta medida será um importante contributo para a modalidade, pois garantirá dirigentes mais hábeis e capazes de construir projetos sustentados.

Esses projetos devem pretender-se o mais vencedores possível dentro do contexto em que os clubes se inserem, e deverão ajudar os dirigentes a diminuir a distância entre os vários clubes, conduzindo também a uma maior competitividade em termos de recursos, sejam esses recursos jogadoras, elementos do departamento técnico, elementos do departamento médico (que ganham a confiança dos pais e jogadoras pela segurança e acompanhamento competente que proporcionam), unidades de apoio em termos de elevação do rendimento desportivo ou do rendimento económico do clube, criação ou rentabilização de espaços desportivos (campos de jogos) e estruturas de apoio – balneários e campos, formas de comunicação e marketing e publicidade, ou ainda outro tipo de recursos.

Todas estas oportunidades de formação específica, provavelmente bem aceites em módulos, deverão ter como primeiro objetivo a continuidade do crescimento sustentado do futebol feminino em Portugal.

TREINADORES

Expostos a uma maior exploração da sua imagem, das suas estratégias de comunicação e das suas competências, os treinadores de futebol feminino têm um mercado mais desejável e demonstram acompanhar a evolução nacional, crescendo ao longo dos anos o grau de formação que apresentam, tanto ao nível dos cursos de treinadores de futebol como ao nível da formação académica.

Essa formação tem vindo a proporcionar às jogadoras estratégias de aprendizagem mais diversificadas e mais específicas, que contribuem para um crescimento mais enriquecedor e para um aumento da qualidade do futebol praticado.

A formação de treinadores deverá continuar a prosperar, para aliciar cada vez mais treinadoras e treinadores competentes, levando-os a ingressar na vertente feminina do futebol, principalmente ao nível dos escalões mais jovens e do Campeonato Nacional de Promoção.

Miguel Santos, Treinador do SC Braga

Treinadores mais versáteis e estrategas beneficiam as jogadoras no seu crescimento técnico, técnico-táctico e na evolução da qualidade na tomada de decisão, fatores que transformam o futebol feminino num espetáculo capaz de fidelizar mais público e mais praticantes.

Apesar da formação que os treinadores de futebol feminino possam já evidenciar, é urgente repensar o seu papel na gestão da fadiga e recuperação da equipa, de forma a tirarem rendimento das jogadoras sem colocarem em causa a sua integridade física e emocional. A formação dos treinadores e os seus conhecimentos empírico-científicos são muito importantes nesta temática.

A planificação e o processo de treino devem ter em conta o número de competições que as equipas disputam, além do número de jogos (domésticos e internacionais). O objetivo é evitar riscos de sobretreino e prevenir lesões que comprometam o desempenho desportivo das jogadoras.

Outros desafios se colocam aos treinadores, como a utilização de jogadoras em competições do seu escalão etário, quando já evidenciam, e por vezes há muito tempo, a necessidade de estímulos de treino e de competição superiores.

O mesmo acontece quando várias jogadoras com extrema qualidade e talento, que integram clubes em competições do seu escalão etário, ou mesmo do escalão acima ao seu, não são utilizadas ou têm um tempo muito reduzido de utilização, o que trava o seu percurso natural de evolução.

Uma das maiores competências de alguém que ensina, ou que lidera, como é o caso de um treinador, é contribuir para a evolução das jogadoras que consigo trabalham, fazendo-as evidenciar as suas maiores qualidades e mantendo-as motivadas para aprender, treinar e jogar.

JOGADORAS

Desde 2011/2012 que o número de jogadoras tem vindo a crescer lentamente em Portugal, mas na última época, de 2015/2016 para 2016/2017, os números refletem o maior crescimento de sempre. Foram registadas na FPF um total de 4032 jogadoras de futebol feminino, o que representa uma subida de 35,2% no número de praticantes, com destaque para os escalões mais jovens, que registaram um crescimento impressionante de 47,6%! Ou seja, mais de metade das jogadoras têm menos de 19 anos.

Este crescimento está sustentado em várias dimensões e há potencial para acelerar essa progressão nos próximos anos. A primeira dimensão é a criação de mais equipas femininas. O número de clubes com equipas femininas aumentou significativamente, sobretudo no futebol jovem, onde se encontra mais de metade do universo das praticantes federadas.

A segunda dimensão prende-se com o aumento das competições de futebol feminino, que já são oito: Liga de Futebol Feminino Allianz, Taça de Portugal Feminina Allianz, Supertaça Futebol Feminino Allianz, Campeonato Nacional de Promoção, Taça Nacional de Promoção, Campeonato Nacional de Juniores, Taça Nacional de Juniores e Taça Nacional de Juvenis.

O terceiro fator é a implantação da modalidade: todas as associações distritais têm praticantes inscritas, jogando-se futebol feminino em todo o país.

O Maritimo goleou e comanda a Série da Madeira
Equipa do Marítimo

Há, também, uma dimensão desportiva, com os bons resultados das seleções nacionais a terem um papel preponderante na captação de jogadoras – a estreia da Seleção A na fase final do Campeonato da Europa de 2017, as Sub-19 na meia-final do Europeu de 2012 e as sub-17 na fase final do Euro-2014 da categoria. O sucesso desportivo gera sempre interesse.

A visibilidade e o alcance mediático são outra dimensão importante. Nos últimos quatro anos, houve uma presença maior de órgãos de comunicação social no futebol feminino. Os jogos da Seleção A feminina são transmitidos em direto pelos canais generalistas e geram ótimas audiências. O mesmo acontece com a final da Taça de Portugal e a Supertaça femininas, e alguns jogos da Liga de Futebol Feminino Allianz.

De destacar, ainda, a colaboração estreita entre a Coordenação Nacional do Desporto Escolar, a Federação Portuguesa de Futebol e as Associações de Futebol Distritais, assente no projecto ‘Dia e Festa do Futebol Feminino’, que permite a realização de torneios femininos regionais sub-13 e sub-15, além de uma final nacional no Estádio Nacional, no Jamor. Este projeto ajuda a captar praticantes em escolas e agremiações de norte a sul de Portugal.

Igualmente, a transformação algo contestada da imagem e conceito da Liga Feminina para Liga de Futebol Feminino Allianz, e a sua maior visibilidade e credibilidade, também conseguida pela parceria com a Allianz Seguros, atraíram jogadoras aos clubes, fazendo surgir novas equipas, assentes também na relação mais próxima entre a FPF e as Associações de Futebol Distritais, e consequentemente também entre as Associações de Futebol Distritais e os seus clubes.

DESAFIOS

Cerca de 80 por cento das praticantes de futebol em Portugal pertencem a escalões de formação. A base da pirâmide de praticantes femininas tem de alargar e isso está a acontecer, mas há reflexões importantes a fazer, decorrentes desta evolução:

1. O aumento do número de jogadoras é altamente positivo, mas é importante que as jogadoras surjam em equipas que apresentem projetos, e não apenas que se constituam para formar equipa numa época, sem terem uma perspetiva de continuidade a longo prazo, o que poderá causar desistências e novos retrocessos, como já sucedeu no passado;

A equipa de Sub-19 da EFF Setúbal desloca-se ao Quintajense em jogo a contar para o Campeonato Nacional de Juniores
A equipa de Sub-19 da EFF Setúbal

2. As jogadoras aparecem no futebol feminino provenientes de competições diferentes, desde escolas/academias de futebol de vários clubes, equipas mistas até sub-17, juvenis sub-17, juniores–sub 19 e cada vez menos em seniores. Apresentam bagagens e estímulos diferentes, pelo que é necessário ter em conta essa diversidade.

3. Apesar de o número de jogadoras estar a aumentar, e também as horas de treino, uma vez que se iniciam na prática desportiva de futebol com idades cada vez mais baixas, continuamos a constatar algumas lacunas a nível técnico que nos distanciam das grandes jogadoras da Europa e do Mundo. Em causa estão ações técnicas e técnico-tácticas específicas como o facto de terem a capacidade de percecionar de onde vem a pressão adversária e executar as suas recepções para fora dessa pressão, e de preferência no sentido do ataque, no sentido da baliza adversária.

As diferenças também se notam no domínio da técnica de remate ambidestro, na qualidade do passe curto e longo ambidestro, a partir da posição parada e mais ainda em movimento, principalmente a apenas um toque e de forma eficaz, que permita ter a capacidade de recuperar, ter e manter a posse de bola. Notam-se, ainda, na qualidade das receções em movimento, na capacidade para criar espaço constantemente através de uma movimentação dinâmica que crie dificuldades aos adversários.

Cláudia Neto

Este tipo de trabalho implica muitas horas de prática e estímulos constantes e variados que auxiliem as jogadoras a assimilar, aprender e decidir cada vez melhor, e de forma mais confiante. É um trabalho que os Centros de Treino Femininos das Associações de Futebol Distritais tentam executar no “pouco” tempo de trabalho que possuem semanalmente com as jogadoras, durante pelo menos seis meses. Por isso estes centros necessitam do apoio de todos os treinadores que trabalham com as jogadoras e delas próprias, numa lógica de autodidatismo e procura de excelência, de que são exemplos os internacionais portugueses Cristiano Ronaldo e Cláudia Neto.

O aspeto físico também diferencia as jogadoras portuguesas das grandes jogadoras da Europa. A maioria dos clubes em Portugal negligencia esse lado do jogo, que deve ser realizado de forma gradual e sempre supervisionada por alguém com formação na área do desporto. É um aspeto que as jogadoras que alinham em campeonatos estrangeiros foram melhorando, e está ao alcance da maior parte dos clubes, se se associarem a instituições como ginásios ou clínicas de fisioterapia, para complementar o trabalho da equipa técnica.

4. O ponto anterior conduz-nos a uma nova reflexão, que é o compromisso das jogadoras para com o futebol, a equipa, o clube. Há jogadoras profissionais e remuneradas, e há jogadoras amadoras que procuram um ‘hobby’, há jogadoras que não vivem do futebol mas por ele. A jogadora é a base do jogo, sem jogadoras não há jogo. Mas sem jogadoras melhores, não há melhor jogo e, no patamar em que Portugal está, são necessárias melhores jogadoras para se perseguir um futebol com mais qualidade. O compromisso delas é, por isso, essencial.

É imperioso que as jogadoras percebam e entendam um regulamento que as comprometa, que as encoraje a estar e pertencer àquele grupo, e a cumprir o que está regulamentado. Nos clubes em que esses regulamentos não existem ou não se cumprem integralmente, as capitãs, porta-vozes das equipas, poderão sugeri-los, elaborando-os em conjunto com as suas colegas de equipa. Os treinadores e os dirigentes devem, também, escolher jogadoras que os queiram cumprir. As jogadoras têm de perceber que são essenciais neste caminho longo de evolução e têm de querer fazer parte dele de forma activa.

5. A última reflexão prende-se com as seleções nacionais. Os responsáveis técnicos das seleções terão de perceber que a evolução conseguida com o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Futebol Feminino nem sempre é positiva para as seleções. No passado, por exemplo, as jogadoras mais jovens talentosas podiam integrar escalões superiores. Agora, jogam dentro do seu escalão, em contextos com menos intensidade e com colegas com níveis de evolução ainda não tão avançados quando o seu.

A integração na Liga Allianz de jogadoras internacionais com experiência ao nível de competições seniores em outros países, em que os campeonatos são mais competitivos, mais intensos e mais exigentes, contribui para o aumento da qualidade dos jogos dessa competição e também da Taça e Supertaça nacionais.

SELEÇÕES NACIONAIS

As seleções nacionais femininas serão pela primeira vez cinco nesta temporada desportiva, de 2017/2018.

A Seleção Nacional A feminina surgiu em 1981, teve uma paragem de 10 anos em 1983 e regressou na época 1993/1994. Volvidos 36 anos, em 2016/2017, logrou apurar-se para a fase final do Campeonato da Europa, vencendo a Escócia – 21.ª do ranking mundial, e tendo discutido com a n.º 5 do ranking mundial – a Inglaterra, a passagem aos quartos de final, apesar de ser apenas a 38.ª equipa do ranking mundial nesse momento, e tendo depois disto subido quatro lugares no ranking sendo agora, como nunca foi, 34.ª.

A Seleção Nacional sub-19 surgiu em 2002/2003, juntamente com a Seleção sub-18, sendo que a última viria a ser extinta, devido a não ser uma seleção com competição internacional estruturada pela UEFA ou FIFA. As sub 19 mantiveram-se até hoje, conseguindo o seu primeiro apuramento para uma Ronda de Elite (onde apenas constam as 24 melhores equipas europeias apuradas dos Mini Torneios de Apuramento) em 2005/2006, e após isso, conseguiram ser a primeira seleção nacional feminina portuguesa a chegar a uma fase final do Campeonato da Europa, em 2011/2012, atingindo mesmo as meias-finais da competição.

As Seleções sub-16 e sub-17 surgiram em 2012/2013 e, nesse mesmo ano, as sub-17 conseguiram o que mais nenhum país do Mundo conseguiu: o apuramento para a fase final do Campeonato da Europa no seu ano de estreia, apesar de não terem passado da fase de grupos nessa final.

As sub-16 conheceriam o êxito em 2015/2016, vencendo no distrito de Braga o Torneio da UEFA desenvolvido para este escalão, e onde participou uma das selecções que mais títulos tem a nível dos escalões de formação e que Portugal nunca havia vencido em nenhum escalão – a Espanha. As jogadoras lusas venceram as espanholas categoricamente por 3-0.

Em 2017/2018 vai ser lançada uma nova Seleção Nacional, de sub-15, onde poderão alinhar as jogadoras referenciadas dos Centros de Treino distritais e as jogadoras observadas e referenciadas no Torneio Inter Associações.

O futebol feminino nos vários escalões a nível internacional tem evoluído muito, e a exigência de um jogo internacional é muito diferente do que se encontra a nível nacional. Portugal ainda está muito longe dos países que vencem mais vezes a nível europeu e mundial, como por exemplo EUA, Alemanha, Suécia, Espanha, França, Inglaterra, que já possuem campeonatos profissionais e um sem número de divisões, tanto ao nível das seniores como nos escalões de formação, o que já lhes permite agrupar nas suas competições as melhores jogadoras, favorecendo o desenvolvimento das suas jogadoras nacionais de maior talento.

As seleções nacionais continuam a ter um caminho longo a percorrer, apesar de terem conhecido pequenos momentos de grande sucesso. Um caminho de responsabilidade partilhada por dirigentes, treinadores, jogadoras e ‘staff ’ de clubes, associações de futebol distritais e FPF.

O caminho é o correcto, está a ser percorrido, mas deverá e irá ser melhorado com a intervenção cada vez mais conhecedora dos clubes, e a colaboração cada vez mais interventiva das Associações de Futebol. Ambos têm sido parceiros de ouro da FPF na dinamização dos Centros de Treino Femininos.

A FPF deve manter a sua participação responsável, inovadora e incentivadora. Deve profissionalizar-se cada vez mais, acompanhando por exemplo os clubes profissionalizados e outras federações que possuem já Departamentos específicos de ‘Scouting’. Neste momento, com o aumento desejável do número de equipas, cada vez é mais difícil aos selecionadores nacionais acompanhar sequencialmente a evolução continuada de todas as jogadoras.

Neste processo também é importante considerar o número de dias que as jogadoras passam fora do seu contexto escolar, aquando das competições internacionais pelos seus clubes, ou aquando dos estágios da Seleção, avançando com projetos de colaboração em parceria com as escolas e com o aval do Ministério da Educação, para minimizar os dias de ausência à escola.

Que todos os intervenientes contemplados neste artigo, e ainda a arbitragem nacional, não focada, mas a cada dia mais eficaz, justa e correta, pela experiência de campo que o Conselho de Arbitragem lhes tem proporcionado, possam em conjunto, e a bem do futebol feminino nacional e internacional, ter tato, iniciativa e coragem para inovar e equilibrar, levando este futebol para os patamares que todos desejamos, o de uma marca de sucesso – a marca do Futebol Feminino.

SUSANA COVA, treinadora

Foto: Diogo Pinto / FPF

Susana Cova orientou as seleções de formação femininas durante 10 anos, entre 2007 e 2017. Licenciada em Ciências do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana, com especialização em futebol, foi praticante de futsal, basquetebol e voleibol antes de se dedicar ao chamado desporto rei, primeiro como jogadora e depois como treinadora. Vários anos de experiência na formação, adquirida também nas escolas de futebol feminino do Sporting CP e no comando técnico da seleção distrital da Associação de Futebol da Guarda. Experiência também ao nível da gestão: foi coordenadora da Escola de Desportos Coletivos do Estádio Universitário, em 2004/05, e coordenadora administrativa na estrutura técnica nacional feminina, sendo responsável pelo acompanhamento dos projetos ‘Centros de Treino’, em colaboração com as associações distritais e regionais de futebol, e do projeto ‘Dia e Festa do Futebol Feminino’, em colaboração com o Gabinete Coordenador do Desporto Escolar do Ministério da Educação. Preletora em vários seminários e encontros de treinadores, foi distinguida com o Prémio ‘Fernando Vaz’ – Treinador Formação Futebol Feminino 2013/14, atribuído pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol, após ter conduzido a Seleção Nacional sub-17 feminina a uma inédita participação no Campeonato da Europa.

Artigo Original

In fpf.pt

AnaSilva

Adepta do desporto em geral, mas apaixonada pela modalidade REI (Futebol). Passei a fazer parte deste projecto Portal Futebol Feminino em Portugal com a intenção de poder ajudar na divulgação e promoção do Futebol Feminino.

One Reply to ““Tornar o futebol feminino numa marca de sucesso””

  1. Li com todo o interesse o texto supra, tanto mais sendo de autoria de quem é.

    Dito isto, no capítulo ‘SELEÇÕES NACIONAIS”, existe uma afirmação peremptória, que a realidade, reiteradamente, desmente.

    Do seguinte trecho:
    “A Seleção Nacional A feminina surgiu em 1981, teve uma paragem de 10 anos em 1983 e regressou na época 1993/1994. Volvidos 36 anos, em 2016/2017, logrou apurar-se para a fase final do Campeonato da Europa, vencendo a Escócia – 21.ª do ranking mundial, e tendo discutido com a n.º 5 do ranking mundial – a Inglaterra, a passagem aos quartos de final, apesar de ser apenas a 38.ª equipa do ranking mundial nesse momento, e tendo depois disto subido quatro lugares no ranking sendo agora, como nunca foi, 34.ª.”

    a afirmação, peremptória:
    “…. sendo agora, como nunca foi, 34.ª ”

    a realidade: dados do ranking FIFA, no respectivo ‘site’, listagens trimestrais,
    16JUL2003 = 33ª
    29AGO2003 = 33ª
    24OUT2003 = 32ª (o melhor de sempre) http://www.fifa.com/fifa-world-ranking/ranking-table/women/rank=503/index.html
    15DEZ2003 = 34ª
    15MAR2004 = 34ª
    07JUN2004 = 34ª
    30AGO2004 = 34ª
    20DEZ2004 = 34ª

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