A força dos EUA e da Alemanha, na modalidade de Marta

Em muitos países, os campeonatos profissionais tardam em surgir e em acompanhar a evolução no futebol feminino, modalidade com aposta ainda muito reduzida a nível de clubes e com sucesso de selecções em locais muito específicos.

A brasileira Marta subiu “sem surpresa” os degraus que a separavam do palco para receber na última gala da FIFA o troféu de melhor jogadora, uma distinção atribuída pela quinta vez consecutiva ao “rosto” do futebol feminino mundial.
Marta, conhecida como o “Pelé de saias”, representou naquele momento – ao lado do argentino Messi e do treinador português José Mourinho – as mulheres no futebol, num universo de menor impacto e geograficamente muito focalizado.Em muitos países, os campeonatos profissionais tardam em surgir e em acompanhar a evolução no futebol feminino, modalidade com aposta ainda muito reduzida a nível de clubes e com sucesso de selecções em locais muito específicos.
Os Estados Unidos e Alemanha são as selecções mais fortes, mas também a Inglaterra, os nórdicos Noruega e Suécia e os asiáticos China, Japão ou Coreia do Norte são exemplos de sucesso entre as mulheres.

Com apenas cinco Mundiais realizados, desde 1991, os títulos pertencem às norte-americanas (1991 e 1999), às alemãs (2003 e 2007) e à Noruega (1995), no único campeonato disputado em solo europeu – na Suécia. China e Estados Unidos foram os outros países que já receberam campeonatos do mundo, ambos em duas ocasiões, e a Alemanha prepara-se para receber a competição este ano. Nos Jogos Olímpicos, em quatro edições (o torneio feminino existe apenas desde 1996), também são os Estados Unidos que dominam, com três medalhas de ouro, contra uma da Noruega, numa edição em que as norte-americanas foram vice-campeãs.

Na opinião do antigo futebolista José Augusto, que durante alguns anos esteve à frente da selecção feminina portuguesa, o problema do “não crescimento” da modalidade também passa por uma questão de mentalidades.
«A velha Europa, os latinos, ainda têm, infelizmente, o mito de que a mulher é para estar em casa e não para praticar desporto», explicou o antigo jogador do Benfica, argumentando ser esse um dos entraves ao crescimento do futebol praticado pelas mulheres.

José Augusto defende a criação de bases ao nível dos clubes, porque o futebol praticado entre homens e mulheres será sempre diferente (na potência, na velocidade), mas considera que existe muita qualidade nas praticantes lusas.
Em Portugal já são algumas as jogadoras que procuram campeonatos estrangeiros: Edite Fernandes (Santa Clarita Blue Heat), Sofia Vieira (Atlético Madrid), Kimberly Brandão (Buffalo Flash), Lissete Brandão (NJ WildCats), Ana Borges, Cláudia Neto e Jamila Marreiros (Prainsa Saraçoça), Sónia Matias (RCD Espanol), Ana Cristina Leite e Carole (Essen Schoneback).

Nos palcos onde a modalidade é apreciada – os Mundiais fora da Europa tiveram assistências médias acima dos 25 000 espetadores -, os ídolos são Marta, as norte-americanas Hope Solo e Abby Wambach, a antiga jogadora Mia Hamm ou a alemã Brigit Prinz. No Algarve, disputa-se, de 02 a 09 de Março, nova edição do Mundialito, a terceira mais importante prova do futebol feminino mundial.

In http://desporto.sapo.pt

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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