Ambição une jogadoras

A Selecção Nacional Feminina A cumpriu mais duas sessões de trabalho, este sábado, tendo em vista a sua preparação para a 18ª edição do Algarve Cup – Mundialito de Futebol Feminino que arranca na próxima terça-feira (2 de Março) e que se prolonga até ao dia 9 de Março.

No apronto matutino, a Seleccionadora Nacional, Mónica Jorge, aproveitou para ensaiar esquemas tácticas e à tarde observou as suas jogadoras num treino conjunto com a Selecção dos Estados Unidos que lidera o ranking FIFA do Futebol Feminino. Os trabalhos decorreram à porta fechada por solicitação da formação norte-americana.

Jogo-treino à porta fechada diante dos Estados Unidos

Num jogo treino dividido em três partes a formação americana foi, naturalmente, superior, mas a Equipa das Quinas deu boa réplica. A Equipa das Quinas acusou algum nervosismo e acabou por sofrer dois golos que resultaram de falhas individuais nos instantes iniciais das duas primeiras parte. Naquele que foi um bom exercício diante de uma das principais potências mundiais do Futebol Feminino, Portugal acabou por sofrer cinco golos, mas sendo o resultado uma questão menor neste treino, a equipa técnica e jogadoras lusas saíram satisfeitas com o rendimento da equipa lusa.

Ana Cristina Leite deu conta disso mesmo. Em declarações ao fpf.pt, a jogadora que actua na Alemanha ao serviço do Essen-Schonebeck, da primeira liga germânica (em que participam doze equipas), disse que “foi um teste muito bom. Apesar de sofrermos cinco golos, penso foi um bom teste para ver como nos iríamos comportar diante de uma grande equipa, uma das melhores, senão mesmo a melhor selecção do Mundo. Jogámos bem e penso que estamos melhor em relação há algum tempo atrás. Espero que este treino nos ajude a corrigir alguns erros.”

“O Algarve Cup é uma grande competição”

Filha de pais emigrantes (os pais são de Felgueiras e Lousada),  Ana Cristina Leite sempre viveu em solo germânico mas isso não impediu de ter ouvido falar do Algarve Cup. “Sabia que era uma competição importante, apesar de ser um torneio de preparação. Vi alguns jogos da Alemanha na televisão”, revelou. Nesta sua segunda participação no Algarve Cup, a atacante lusa espera “poder ajudar a equipa numa grande competição. Trata-se de um Torneio muito competitivo e para mim é muito bom poder participar”, concluiu.

Surpresa correspondida com alegria

Elsa Ventura, a última jogadora chamada ao grupo de trabalho (substituiu a lesionada Sofia Santos) encarou com grande surpresa a convocatória, mas partiu com grande motivação para esta presença no Algarve Cup. “Estava a ter uma aula e no final tinha várias chamadas não atendidas. Depois conseguiram falar comigo e mal conseguia acreditar. Senti uma enorme alegria”, confidenciou.

A centro-campista reconhece que o Algarve Cup se trata de “uma prova muito importante, conhecida internacionalmente e que conta com a participação das melhores selecções do Mundo. Vamos ter oportunidade de disputar três encontros na fase de grupos e uma final de classificação, que serão importantes para nos prepararmos para o futuro. É importante para que ganhemos maturidade competitiva. Espero que tudo corra bem, para que possamos evoluir. Todos os jogos são importantes, quer corram bem ou mal, pois também aprendemos com os erros.”

Esse último jogo do Mundialito, Elsa Ventura gostaria que fosse de apuramento do 7ª e 8º classificado, o que significaria que Portugal chegaria na frente do grupo C e que poderia igualar o melhor lugar de sempre – o oitavo em 2004 e 2009 – ou mesmo melhorar. “O grupo está muito unido e esse é o objectivo de toda a equipa”, explicou. “Seria óptimo conseguirmos uma boa prestação para sairmos desta competição com os índices de motivação em alta. Todas trabalhamos para isso.”

A jogadora que se pode estrear nesta competição com a principal Camisola das Quinas, espera ter essa oportunidade. “Faz parte da ambição de todas as jogadoras e significará o realizar de um sonho. Irá ser uma grande emoção e um orgulho se me estrear como sénior na Selecção. Trabalho todos os dias o máximo para poder ajudar a equipa. Espero poder ter oportunidade de jogar. Acredito que, com trabalho, tudo se consegue. Será, estou certa, muito bom para mim, pois ganharei mais experiência”, concluiu.

In www.fpf.pt

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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