As americanas (e todas elas) ganharam o Mundial

Os EUA da indiscreta Rapinoe e da goleadora Morgan ganhou a final (2-0) à Holanda e levou o segundo Campeonato do Mundo seguido para casa. Elas venceram, mas não foram só elas

Foto da FIFA

Não estão entretidos?

Ela corre para perto de uma bancada, é a que calha, a que mais perto está, e cessa a corrida juntando os pés e cravando-os na relva. Endireita o corpo, vira-se para o alto, pavoneia a postura como se cortejasse o amor de todas as almas do mundo e abre os braços. Estica-os o mais que pode, na diagonal, e fica imóvel, com um sorriso maroto e postura de gladiador cinematográfico que acaba de domar a arena e dar espetáculo à plateia.

Ela marcou o mais aborrecido e monótono dos golos, o castigo enfadonho que é um penálti, mas Megan Rapinoe, com o cabelo curto e pintado a lilás, a boca opinativa que destila coisas sem filtro, é tudo menos isso. É a americana mais vistosa no que faz – fintas, rodopios, dribles e golos, que são seis neste Mundial -, no que diz – “Não se pode ganhar sem gays na equipa” – e no que diz que não faz – ir à Casa Branca apertar a mão a Trump.

Ela é muito boa jogadora, muito visível pelo que faz em campo e fora dele e muito significado tem ser Rapinoe a marcar primeiro na final. A poder desafiar o mundo com o festejo. A dar mais motivos não para se falar dela, mas das coisas que ela defende, que são as que todas as restantes 27 jogadoras dos EUA advogam desde 95 dias antes do Mundial que acabou este sábado ter começado.

Entre elas há o pé esquerdo requintado de Rose Lavelle, que penteia a bola e a remata para o 2-0. Há as corridas desenfreadas de Alex Morgan, a melhor marcadora deste Mundial, com os seis golos para que muito contribuiu Tobin Heath, a sprinter de serviço à direita.

Elas, as americanas almighty, ganham às holandesas fiéis ao futebol da terra de onde vêm, cheias de bola no pé, na relva, nos passes curtos e no estilo apoiado que há dois anos eram ninguém e agora têm um Europeu conquistado e uma final de Mundial perdida. Mas – e isto é muito – disputada até ao fim pela intensidade na frente de Viviane Miedema e Lieke Martens.

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In tribunaexpresso.pt

AnaSilva

Adepta do desporto em geral, mas apaixonada pela modalidade REI (Futebol). Passei a fazer parte deste projecto Portal Futebol Feminino em Portugal com a intenção de poder ajudar na divulgação e promoção do Futebol Feminino.

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