BI Futebolístico: “Não dou nenhum lance como perdido”, Madalena Ferreira (Marau)

Nome completo: Madalena da Silva Ferreira

Nome Futebolístico: Marau

Local e data de nascimento: 28/12/1996 Lisboa

Nacionalidade: Portuguesa e Canadiana

Profissão: Técnico de intervenção Social

Ano que iniciaste a prática futebol federado: 2008

Clubes que já representaste no futebol: 1º de Dezembro; CAC Pontinha: Estoril Praia

Clube Atual: Estoril Praia

Posição específica: Defesa esquerdo

Títulos Coletivos Conquistados: Taça de promoção, apuramento para 2ª fase, subida de divisão

Títulos Individuais Conquistados:

Número de internacionalizações: 0

Clube Favorito: Benfica

Número Preferido: 22

Jogador preferido: Cristiano Ronaldo

Jogadora preferida: Jéssica Silva

Uma virtude: Ambiciosa

Um defeito: Demasiado reservada e acabo por reprimir as minhas emoções

1) Como começaste a praticar futebol?

Comecei a praticar futebol através do meu tio e da minha mãe, sem duvida que foram eles que me catapultaram para este mundo. A minha mãe quando tinha a minha idade também jogava futebol e o meu tio que sempre foi adepto da modalidade acabou por ser o meu “primeiro treinador” em casa.

2) De que forma a tua família que apoiou?

Desde cedo perceberam que era esta a minha paixão e nunca me proibiram de a praticar e quando tinha eu apenas 7 anos, inscreveram-me numa equipa perto de casa, na altura jogava com rapazes e não era federada.

3) Como te descreves como jogadora?

Sou uma jogadora veloz, não dou nenhum lance como perdido, sou rápida, pois penso que para a minha posição o fator velocidade é algo importante e que tem imenso impacto, tal e qual como a resistência. Tento ao máximo pensar o jogo e jogá-lo de uma forma inteligente, usando não só o coração, mas também a cabeça.

4) Qual foi o melhor e o pior momento que viveste no futebol até hoje e porquê?

Melhor momento: Decidi falar de dois momento, o primeiro foi quando tinha 16 anos e tive a oportunidade de ir representar Portugal no Gothia Cup, um torneio bastante conhecido na Suécia em que o acesso da nossa equipa ao mesmo era através do Lisboa Cup. O segundo é um momento da presente época onde nós (Estoril Praia), ficámos apurados para ir disputar a meia final da Taça de Portugal.

Pior Momento: Sempre fui uma atleta bastante saudável, sem lesões e a lutar o máximo para atingir o meu grande sonho que era o de ser chamada à selecção. Na época de 2013/2014 esse sonho concretizou-se e acabei mesmo por ver o meu nome na lista de chamada à selecção nacional sub19, mas infelizmente e em contrapartida uns meses antes tinha contraído uma lesão grave no joelho (ruptura total do ligamento cruzado anterior) e acabei por ver o meu sonho a ir por água abaixo e a fugir-me entre os dedos. Ainda hoje penso nisso e em concretizar esse mesmo sonho.

5) O que te motiva para continuares a jogar futebol?

O que me motiva, é o querer cumprir todas as minhas ambições e objetivos Quero também continuar a fazer parte da “revolução” e crescimento do futebol feminino e participar no mesmo.

6) Tens alguma superstição ou ritual antes ou depois dos jogos?

Tenho duas superstições, uma delas é jogar sempre com tape no dedo anelar direito e a outra é entrar em campo sempre duas vezes com o pé esquerdo, ou seja, pé coxinho.

7) Alguma vez sentiste que o futebol te prejudicava nos estudos ou na tua vida profissional?

Não sinto que alguma vez tenha prejudicado, completei o secundário, parei um ano para trabalhar e continuar a jogar, e de seguida entrei para a faculdade e completei a licenciatura nos 3 anos supostos sem nunca chumbar a uma cadeira.

8) A falta de condições e de reconhecimento do futebol feminino é só um problema de dinheiro ou de mentalidades?

Talvez os assuntos até irão de encontro um ao outro, no entanto sinto que neste momento as mentalidades ainda têm muito impacto no que toca ao desenvolvimento e reconhecimento do futebol feminino. Reconheço que temos muitas pessoas a trabalhar para o sucesso do feminino, mas infelizmente se não remarmos todos no mesmo sentido, torna-se difícil.

9) Achas que o futebol feminino ainda está ligado a preconceitos? Porquê?

Apesar de aos pouco ser um tema que está a mudar para melhor, ainda há uma grande percentagem de preconceitos ligados à modalidade no feminino, e podemos perceber isso através de comentários menos agradáveis, seja nas redes sociais os mesmo dos adeptos nos jogos.

10) Qual a tua opinião sobre a atual Liga BPI como liga semi-profissional em Portugal?

É uma liga em crescendo, sem qualquer dúvida, penso que todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido está finalmente a dar voz ao futebol feminino e de ano para ano vão sempre melhorando vários aspetos. Não estamos nem perto de várias ligas lá fora, mas o caminho faz-se caminhando e é isso mesmo que está a acontecer com a nossa linha.

11) Qual o campeonato estrangeiro que mais te atrai?

O campeonato estrangeiro que mais me atrai é o campeonato espanhol.

12) Até quando pensas jogar futebol?

Não tenho uma idade ou um limite para deixar de jogar, quero jogar até conseguir, até que as pernas o permitam, e certamente só irei sair satisfeita e realizada quando alcançar os meus objetivos e ambições dentro da modalidade.

13) O que desejas alcançar nos próximos anos?

Uma amargura que tenho é sem duvida a situação que expliquei mais em cima referente à selecção nacional, e um desejo enorme que tenho dentro de mim é voltar a ver o meu nome naquela lista e saber que o meu trabalho foi reconhecido e compensado.

Posterior a isto e mais num sentido de objetivos a longo prazo, penso que o sonho de qualquer jogadora para além de representar o seu pais é atingir o patamar de jogadora profissional.

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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