Carolina faz do A-dos-Francos a sua ‘casa’

 

 

D.R. Carolina

 

Aos 22 anos, a jovem natural do concelho de Alcobaça, é das atletas mais experientes do A-dos-Francos. Conhece-lhe os cantos e há mais de 10 anos que trata o futebol e o clube por tu.

 Carolina Ferreira, tem uma paixão grande pelo desporto rei, algo que é de família “eles vibram muito” e bem cedo começou a jogar “aos 8 anos no clube da minha terra, com os rapazes.”

Foi no Benedita que Carolina deu os seus primeiros ‘chutos’. Aos 12 anos, chega ao Grupo Desportivo do Peso, equipa que disputava um campeonato distrital de seniores femininos. Uma época depois surge o “convite do A-dos-Francos que na altura estava a disputar o campeonato nacional da 2.ª divisão feminina.”

Equipa onde a jovem médio permanece até aos dias de hoje. Confessa que “desde o primeiro dia que lá fui treinar criei uma ligação especial, principalmente com as pessoas que constituem o clube”, pessoas essas que  “ tentam transmitir a mensagem de que, se quisermos, com pouco conseguimos fazer muito.”

Passaram 10 anos, 10 anos, desde que vestiu a camisola pela primeira vez e o tempo foi “passando, quase nem dando conta com isso”. Atualmente, “tento retribuir tudo o que o clube me ensinou e deu de bom,” concluí.

Depois destes 10 anos será que vestiria outra camisola? “Claro que sim.” Como disse “ninguém sabe o que pode acontecer no futuro.” A única certeza que tem neste momento é que sempre será muito “grata por tudo o que me deram e também o dever de dar o meu melhor em prol desta camisola, enquanto a vestir.”

Teve ainda a possibilidade de acompanhar as mudanças do clube e garante que todas estão “relacionadas também com o facto do futebol feminino estar em fase de grande crescimento.” Com o aumento da visibilidade aumentou também a necessidade de “adaptação aos níveis mais exigentes que o futebol feminino foi ganhando.”

Esses níveis continuam inferiores ao que acontece em muitos países da Europa, contudo, para Carolina, tal fato só acontece por que “também começaram a desenvolver o futebol feminino primeiro que no nosso país.” E acredita que “com a continuação do que está a ser feito, podemos conseguir uma aproximação a esses campeonatos e melhorar a todos os níveis.”

Por estes dias, vimos o campeonato terminar mais cedo, situação inesperada mas necessária, tendo em conta a conjuntura vivida atualmente. O A-dos-Francos terminou a época no último lugar da tabela classificativa. Mas, e apesar do resultado “muitas coisas podem ser retiradas, a superação e aprendizagem foram uma constante”, confessa.

A nível coletivo a atleta diz-nos que “a equipa sempre soube que se iria deparar com um desafio difícil,” no entanto, nunca baixou os braços. Na altura em que a época chega ao fim “estávamos a atravessar uma fase positiva e em crescendo” continuou, referindo que acreditava “que ainda iríamos causar algumas surpresas.” Certamente, que para o ano continuarão a trabalhar para surpreender. O objetivo principal é a “manutenção na liga de futebol feminino.” No campo individual, esta também “não foi, de todo, a melhor época”, concluí.

D.R. Carolina

 

E nesta fase complicada como serão os seus dias? “Em dias da semana, a única diferença é o local onde trabalho (agora encontro-me a realizar tele trabalho) e o facto de não conseguir treinar com a equipa nem sair normalmente.” Apesar da ausência do treino em equipa tenta “guardar quase todos os dias uma horinha dedicada ao treino, seja ele com ou sem bola”, é preciso manter o ritmo para quando tudo voltar ao normal.

O futebol, o ‘bichinho’ que a conquistou desde cedo, é grande parte da sua vida, mas não só.

Carolina, confessou-se amante de viagens e do desconhecido no que toca a lugares e a pessoas. E quando não anda a descobrir mundo, gosta de estar em família, sobretudo a“brincar com as sobrinhas.”

E quais serão os seus planos para o futuro? “Neste momento não posso dizer que tenha um plano definido, é altura para refletir um pouco e valorizar tudo o que temos.” O seu objetivo principal é ser feliz a fazer o que mais gosta. Sempre que pode treina para “matar o bichinho.”

Prefere não pensar muito se o ‘bichinho’ vai ou não resultar, por enquanto, mantêm bem vivo “o sonho de um dia chegar à Seleção A,” até lá, continuará a dar tudo em campo.

E, quando o momento de ‘pendurar as botas’ chegar, tem a certeza “que vou continuar a acompanhar o futebol feminino, seja de que forma for.”

Porem, o futuro esse é incerto, e a única certeza que temos no momento, é que queremos continuar a acompanhá-la dentro de campo.

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *