Com saída de Jill Ellis, quem vai treinar a seleção dos EUA?

 

O mercado de trabalho do futebol feminino acabou de ficar interessante. A pressão é intensa, o período de lua de mel será breve e suas jogadoras estão processando seus chefes. Mas comandar a seleção feminina dos EUA ainda é um emprego dos sonhos. E com a decisão de Jill Ellis de renunciar após a vitória no Campeonato do Mundo, a posição de técnica está vazia.

Mesmo com as eliminatórias para as Olimpíadas a chegar, escolher e nomear alguém para o cargo pode demorar. Primeiro e mais importante, a US Soccer precisa escolher alguém para a posição de gerente geral da equipe – e eles não podem se dar ao luxo de errar essa decisão.

Os dois homens contratados anteriormente para o trabalho mais importante no desporto feminino, Tom Sermanni e Greg Ryan, viram os seus mandatos terminar sem cerimónia. As duas mulheres, Pia Sundhage e Ellis, conquistaram duas medalhas de ouro olímpicas e dois Campeonatos do Mundo. Com a US Soccer já envolvida num processo de pagamento igualitário trazido por 28 jogadoras, a questão de género aqui é inevitável.

Enquanto Ellis era uma referência para as mulheres no quesito treinadora, liderando a melhor equipe do mundo em títulos mundiais consecutivos, a perspectiva é decididamente menos positiva em outros lugares. Treinadoras mulheres ganharam apenas três títulos da NCAA. Na ACC e na Pac-12, as duas conferências mais fortes do desporto, as mulheres são superadas em número. Atualmente, existe apenas uma treinadora em tempo integral na Liga Nacional de Futebol Feminino.

Com tudo isso em mente, aqui estão 10 candidatos que poderiam ser os próximos da fila.

Vlatko Andonovski (Reign FC)

Um desconhecido quando contratado como treinador do Kansas City FC nos primeiros dias do NWSL, Andonovski tornou-se rapidamente conhecido no país. Sem os recursos de outros times, o Kansas City FC ganhou títulos seguidos e jogou um bom futebol no processo. O Reign FC foi para os playoffs em sua primeira temporada na divisão Pacific Northwest em 2018. Embora ele tenha nascido na antiga Iugoslávia, ele não tem experiência a nível internacional. Mas, de estrelas de classe mundial a iniciantes, os jogadores respondem a ele.

Amanda Cromwell (UCLA)

Cromwell não tem a experiência que Ellis, ex-treinadora de UCLA, tinha quando foi contratada. Mas a atual treinadora das Bruins tem duas cartas na manga. Primeiro, ela ganhou o título da NCAA que fugiu de Ellis por muito tempo. Segundo, ela jogou pela seleção feminina e até ganhou uma medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996. Amanda Cromwell carrega a mesma maldição de Ellis. Ela recruta tão bem na UCLA que qualquer ano que termine sem um título parece um fracasso.

Erica Dambach (Penn State)

Além de dominar a conferência Big Ten regularmente e ter trazido para Penn State o primeiro título nacional de futebol feminino da história em 2015, Dambach tem uma boa experiência internacional. Com Ellis, ela fez parte da comissão técnica de Pia Sundhage para as Olimpíadas de 2008 e Copa do Mundo de 2011. Bem conectada no “ecossistema” do futebol feminino, ela se mostrou apta a lidar com momentos ruins. Com 43 anos, Erica Dambach pode estar pronta para um próximo desafio.

Corinne Diacre (França)

O mecanismo de qualificação da Uefa fez com que a França não se classificasse para as Olimpíadas depois de perder as quartas da Copa do Mundo contra os EUA. Será que Diacre ficará tentada pela chance de treinar o melhor time do mundo? Independentemente do resultado das quartas de final, a França atormentou os EUA nos últimos anos, incluindo durante o tempo de Diacre. Ela não conhece as talentosas jovens que formam as seleções de base dos EUA, mas sabe como combinar capacidade atlética e técnica. Vale mencionar que os EUA nunca tiveram um treinador que não tivesse inglês.

Laura Harvey (Utah Royals)

É provável que Harvey seja a favorita entre os fãs – e por boas razões. Candidata mais jovem nesta lista aos 39 anos, ela já tem um belo currículo. Contratada como técnica do Arsenal antes dos 30 anos, ela ganhou três campeonatos consecutivos. Harvey ainda está procurando o seu primeiro título da NWSL, mas levou o Reign à melhor campanha da temporada regular em anos seguidos. Laura Harvey Parecia que ela estava encaminhada para uma função na US Soccer, mas isso já é passado. Não está claro qual o papel que essa história pode desempenhar neste processo.

Sherlley Kerr (Escócia)

A Escócia é sua casa, mas o teto do time é, claramente, a qualificação para a Copa do Mundo. Será que Kerr pode ser seduzida pela chance de treinar o melhor time do mundo e morar nos Estados Unidos? Ela é uma figura convincente, tendo treinado tanto a equipe feminina do Arsenal quanto a Stirling University FC, uma equipe masculina que compete em uma liga profissional escocesa, antes de assumir o comando da seleção da Escócia.

Tony Gustavsson (USWNT)

O assistente principal consideraria fazer uma mudança permanente para os EUA se oferecessem a ele o trabalho? Gustavsson ainda vive na Suécia quando não está trabalhando com os EUA, mas ele foi uma parte fundamental dos títulos da Copa do Mundo de 2015 e 2019. Mesmo que tenha sido Sundhage quem o trouxe para a sua comissão, Ellis confiava nele para afinar o ataque. Ele era muitas vezes quem dava os comandos da linha lateral.

Keidane McAlpine (USC)

Mesmo para alguém que ganhou um título da NCAA em 2016, isso seria uma ascensão meteórica. Então, é um tiro no escuro, mas McAlpine é uma estrela no futebol universitário. Apesar do domínio de Stanford e UCLA ele rapidamente reconstruiu a USC na Pac-12 e fez barulho, como o Atlético de Madrid é com Barcelona e Real. Suas equipes não tentam apenas superar os adversários, mas ele é um estrategista pragmático que não parece preso a um único estilo. Em um esporte com questões de diversidade, ele seria o primeiro treinador afro-americano das equipes nacionais masculinas ou femininas.

Steve Swanson (Virginia/USWNT)

Por conta dos problemas que a base dos EUA tem tido nos últimos anos, Swanson transformou todo o programa ao vencer a Copa do Mundo sub-20 de 2012. Ele tinha talento para trabalhar – Morgan Brian, Crystal Dunn, Julie Ertz e Sam Mewis. Isso deve aliviar as preocupações sobre a falta de um título quando treinou Virginia e Stanford. Seus times universitários são conhecidos por jogar futebol técnico e suas jogadoras a amam.

Paul Riley (North Carolina Courage)

Ele não deveria ser nem considerado? Ele tem mais experiência no futebol dos EUA pós-faculdade do que qualquer outra pessoa. Seu trabalho mais recente com o North Carolina Courage, e antes, no Western New York Flash, é sem dúvida o melhor. As perguntas serão se o estilo do treinador pode fazer a transição da NWSL para o nível internacional, mas não há como negar a sua capacidade de tirar o melhor das jogadoras. Ele nunca teve vergonha de dizer o que pensa sobre, bem, qualquer coisa, então seu mandato certamente seria divertido.

In https://www.espn.com.br/

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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