Craques do futebol feminino pedem “um bocadinho de visibilidade”

Mónica Mendes, Suzane Pires e Ana Borges têm em comum o facto de jogarem no estrangeiro, algo que poderia ser diferente caso o “apoio” fosse maior.

Mónica Mendes Portugal Coreia
Longes da vista mas perto do coração. Assim se pode definir a relação das principais ‘estrelas’ do futebol feminino português. Agora ao serviço da seleção, Mónica Mendes, dos noruegueses do Valerenga, Ana Borges, nos ingleses do Chelsea, e Suzane Pires, a luso-brasileira dos norte-americanos dos Boston Breakers, admitem que preferiam jogar em Portugal.

Em entrevista ao jornal O Jogo, Ana Borges pede “apenas um bocadinho de visibilidade e do apoio dado aos rapazes”, até porque isso permitiria que “muitas que jogam fora estivessem cá, próximas da família”. Ainda assim, a jogadora do Chelsea diz-se feliz em Inglaterra, e conta os pormenores de uma conversa com José Mourinho.

“Ele contou-me que esteve a falar com a minha treinadora e ela disse-lhe que eu era boa jogadora, mas que não gostava de fazer ginásio – é verdade, não gosto mesmo nada. Então, ele sugeriu que eu dissesse à minha treinadora que aquilo de que preciso realmente é ter uma bola no pé e jogar e não ginásio. Eu segui a recomendação. Como é que ela reagiu? Riu-se… e disse que ia estudar o caso”.

Quanto a Mónica Mendes, longe no frio norueguês, admite que os primeiros anos no futebol não foram fáceis. “Se perdêssemos a culpa era minha, por ser rapariga; se ganhássemos, o mérito era de todos”.

Suzane Pires, uma das principais surpresas dos convocados de Francisco Neto, prefere realçar a pouca diferença entre homens e mulheres. “Há mulheres que jogam melhor do que os homens. Sempre que jogo futsal, na equipa da minha família, todos ficam espantados por jogar contra uma mulher. Mas a bola rola de igual para igual e veem que sei jogar”.

In www.noticiasaominuto.com

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