Cristina Veríssimo, guarda-redes do Murtoense faz “hat-trick” na II Divisão

A habitual avançada do Murtoense Cristina Veríssimo estreou-se como guarda-redes frente ao Lordemão, no último domingo, tendo completado um ‘hat-trick’, em jogo da 15.ª jornada da Série C do Campeonato Nacional da segunda divisão de futebol feminino.

A formação da Murtosa venceu o duelo por 4-1, numa partida em que Cristina Veríssimo, conhecida no futebol como Eskerdinha, marcou dois golos de livre direto, converteu uma grande penalidade e ainda assistiu uma colega para golo, na sequência de um livre.

“Tenho jogado como se fosse todo-o-terreno, ultimamente até a defesa-central. Mas no último jogo, como não tínhamos guarda-redes disponíveis, aceitei ir para a baliza. Alguns adeptos, quando me viram a ir para o outro lado do campo para marcar um livre, ainda se meteram comigo, mas a bola entrou. Depois, tudo aconteceu naturalmente, porque estou habituada a marcar livres e penáltis”, relatou a jogadora.

Ao fim de 23 anos de carreira, com passagens pelo Valadares e Marco FC, Cristina Veríssimo tem já 16 épocas com a camisola do Murtoense vestida e lamenta não ter cumprido o seu sonho no futebol, depois de gorada a expetativa de representar a seleção nacional aquando de uma convocatória para um jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo da China, em 2007.

“As lesões nos joelhos retiraram-me a possibilidade de chegar mais longe no futebol quando fui convocada para ir jogar à Bielorrússia. Estava a aguardar uma intervenção cirúrgica a um joelho e não deu para ir. A seleção era o meu grande sonho, nem que fosse por uma vez”, lamentou.

Depois de aconselhada por um médico a abandonar o futebol, a jogadora de 36 anos recuperou após uma paragem de oito meses e voltou a pisar os relvados: “O meu médico pediu-me tanto para eu deixar o futebol, mas não fui capaz, não podia desistir. É a minha grande paixão.”

In https://desporto.sapo.pt

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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