Crónica de Maria João Xavier sobre o Euro 2013

«Euro 2013 – Suécia | Fase de qualificação

Ainda o sorteio para a fase de qualificação não arrefeceu e, no primeiro contato com o grupo que nos calhou em sorte, é legitimo afirmar que temos hipóteses reais de lutar pelo (desejado) apuramento para uma fase final desta envergadura.

O sorteio ditou que Portugal ficasse incluído no Grupo 7, juntamente com aDinamarca, República Checa, Áustria e Arménia. Representa um misto de 50% de derrotas e 50% de vitórias. Passo a explicar. Se é verdade que não temos qualquer registo de vitória contra a Dinamarca e República Checa nos confrontos já realizados, o mesmo não ocorre com a Áustria e aArménia, em que Portugal é 100% vitorioso.

Poderia pensar que “estamos feitas” se me centrasse apenas na história dos confrontos já realizados, mas face aos últimos desempenhos da nossa seleção, estou em crer que esta forma de pensar é redutora. Afinal, observa-se e uma seleção portuguesa em crescendo, com resultados animadores, mesmo considerando os empates cedidos no último Algarve Cup 2011.
Se me perguntarem (eu sei que não fazem, mas eu digo na mesma), tenho a consciência que Portugal pode, sem qualquer receio, lutar de igual para igual com todas as seleções do grupo. Haverá, reconheço, uma ligeira vantagem daDinamarca nestes confrontos, sustentada na larga experiência adquirida de anos e anos nestas andanças. Além disso, a ausência do próximoCampeonato Mundial, na Alemanha, é situação que irão querer rectificar e conseguir a qualificação directa para o Euro 2013, na vizinha Suécia.

Estou convicta que nestes confrontos com a Dinamarca terá uma importância considerável a data em que se realizem. E se a primeira data (Outubro de 2011) me parece muito bem conseguida (já com alguns jogos dos campeonatos disputados e dois jogos da fase de qualificação já realizados), terminar a fase de qualificação contra a Dinamarca, em Setembro de 2012, causa-me alguma apreensão.

Quanto à República Checa, não disponho de qualquer referência desde o último jogo disputado em território nacional. Ainda assim, não será uma adversário que se deixe intimidar e dará, com toda a certeza, uma forte oposição e também quererá estar a disputar os lugares cimeiros do grupo.

Sem qualquer desconsideração pelas outras duas seleções, creio que, pelo que foi dado a observar recentemente, estão perfeitamente ao alcance da nossa seleção. Mesmo sabendo que a Áustria, país vizinho da grande potência do futebol feminino, a Alemanha, disponha de um conjunto de atletas a jogar neste campeonato, estou em crer que a nossa seleção levará a melhor sobre este obstáculo. A Arménia tem (por razões óbvias) um historial recente nestas andanças europeias e alcançou a qualificação através da fase preliminar.

Caberá à seleção nacional e à sua estrutura de retaguarda, com o apoio de todos (só assim fará sentido), consolidar a evolução e mostrar que é capaz de dar este salto qualitativo. Estruturalmente, pouco ou nada se modificará napolítica de futebol feminino que existe actualmente. Isso são outras histórias. É uma questão de fundo que não pode, nem deve, ser analisada levianamente. Caso contrário, continuamos sempre como a pescadinha de rabo na boca…

Infelizmente, para um conjunto de atletas será, talvez, a última oportunidade que dispõem para alcançar uma fase final de uma grande competição. Seria, sem dúvida, um prémio mais do que merecido.

Pessoalmente, ficaria muito contente e orgulhosa se Portugal conseguisse alcançar esse feito.

Força, Portugal.»

Maria João Xavier

In http://aminhabola.blogspot.com/

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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