“Era outro nível e outra seriedade, apesar de sermos amadoras.”, Carolina Mendes

CarolinaMendes

Carolina Mendes nasceu a 27 de Novembro de 1987, em Estremoz.
O Hóquei em Patins foi a primeira modalidade que praticou enquanto federada, até que um dia foi desafiada a jogar futebol no Elétrico de Ponte de Sôr.
Depois do Elétrico, passou por Desportalegre e Estrela de Portalegre, antes de se mudar para Lisboa, para estudar, e onde continuou a jogar futebol, ao serviço do Ponte Frielas.
As suas exibições na II Divisão Nacional, chamaram à atenção do 1º Dezembro, onde se sagrou Bi-Campeã Nacional e ajudou a aumentar a hegemonia do clube de Sintra, curiosamente, sob a liderança de Nuno Cristóvão, o seu treinador atual.
Em 2011, ao abrigo do programa de Erasmus, foi estudar para Espanha, e deu aí início a um ciclo de sete temporadas fora de Portugal, onde jogou em cinco Países diferentes: Espanha, Itália, Rússia, Suécia e Islândia.
Esta temporada, a ponta-de-lança regressou ao nosso País “pela porta” do Sporting, clube do seu coração, e confessa que podia ter regressado a Portugal mais cedo.
Internacional A por 87 vezes – 19 golos -, Carolina Mendes apontou aquele que será, porventura, o golo mais importante da história do nosso Futebol Feminino: foi dela o primeiro golo de Portugal numa fase final de um Europeu.
Atualmente com 31 anos, a atleta que adora viajar e até tem um blog sobre viagens, diz sentir-se bem consigo mesma e quer continuar a ajudar o seu Sporting e a Seleção Nacional.

Conversas Redondas: Nasceu em Estremoz. Que memórias guarda da sua infância e como surgiu o futebol na sua vida?
Carolina Mendes: Guardo memórias muito boas. Tive uma infância muito feliz, com muita liberdade, desde pequena que jogava à bola na rua, no ringue, nos intervalos da escola. Todos os cantinhos serviam para jogar futebol. Como o meu Pai é professor de Educação Física, o desporto esteve sempre muito presente na minha infância. Pratiquei Hóquei em Patins, Judo, Natação… Mas, coincidência, o futebol enquanto federada, só surgiu muito mais tarde, quando tinha quinze anos.

CR: Que foi quando ingressou no Elétrico de Ponte de Sôr, em 2003. Que razões a levaram a querer jogar futebol de forma oficial?
CM: Eu não tinha muito tempo livre, jogava hóquei ao final de semana e dava treinos de hóquei aos escalões de formação. O futebol surgiu pelo convite do Francisco Santana Maia, hoje um grande amigo meu. Na altura, ele treinava o Elétrico Ponte Sôr Feminino, e eu ia com a condição de só fazer os jogos ao fim de semana, pois era-me impossível realizar treinos em Ponte Sôr, pela distância e disponibilidade de horários.

CR: Esteve duas épocas no Elétrico e mudou-se para o Desportalegre. Porquê?
CM: O Eléctrico Ponte Sôr terminou com a equipa Feminina e a equipa mudou-se praticamente toda para Portalegre. Para mim, até era melhor, porque ficava um pouco mais perto de casa e até conseguia fazer alguns treinos.

CR: Ao serviço do Desportalegre conquistou a Taça Distrital e a Supertaça de Portalegre. A nível pessoal, como foi a temporada da Carolina?
CM: Foi muito bom, havia um campeonato que, apesar de ser futebol de sete, era competitivo. Havia muita rivalidade com a outra equipa de Portalegre, e fez-me crescer como jogadora e foi a partir daí que comecei a ser chamada a representar as Seleções Nacionais.

CarolinaMendesPortuga(Internacional A por 87 vezes, Carolina Mendes soma, também, 21 internacionalizações Sub-19 e uma Sub-18.)

CR: Na época seguinte, mudou-se, juntamente com grande parte da equipa, para o Estrela de Portalegre, conquistando mais uma Taça Distrital e ficando somente a um ponto de se sagrarem Campeãs Distritais. O que faltou, na sua opinião, para que não tivessem conseguido o título?
CM: Sim, aí, praticamente só mudou o nome do clube. Era um projeto apoiado pelo seu dinamizador, João Rolo, que, juntamente com outras pessoas, tornavam possível que a equipa continuasse. Fizemos uma época muito boa, eu não alterava nada, faltou um pouco de sorte, talvez. Acabámos por perder para o rival, mas podíamos ter sido nós a ganhar.

CR: Em 2007, muda-se do Estrela para o Ponte Frielas. Como surgiu esta oportunidade?
CM: Nesse ano, fui estudar Fisioterapia para Lisboa, e, na altura, tinha o convite do 1° de Dezembro, em Sintra, e do Ponte Frielas. Por ser mais perto e por ter amigas a jogar ali, decidi escolher o Ponte Frielas.

CR: Para quem estava habituada à tranquilidade do Alentejo, foi difícil ambientar-se a Lisboa?
CM: Não foi difícil, porque eu desde muito nova que passeava bastante, com os meus pais, também com a Seleção, por isso, não foi um choque muito grande. Tinha amigos e família em Lisboa, pelo que foi bastante fácil a adaptação.

CR: Jogou no Ponte de Frielas dois anos, ambos na II Divisão, e ingressou no 1º Dezembro, que era Campeão Nacional há oito temporadas consecutivas…
CM: Como disse, já tinha tido uma proposta do 1º Dezembro, mas optei pelo Ponte Frielas. Na altura, tive uma rotura de ligamentos no joelho, que me fez parar cerca de um ano e não fiquei completamente recuperada. Depois, decidi que era altura de me mudar para o 1° Dezembro. Até porque havia liga dos Campeões, e isso, também para a minha evolução enquanto jogadora, era o melhor.

CR: Como foi estrear-se na I Divisão? Recorda-se do jogo?
CM: Não me recordo muito bem, para ser sincera. Lembro-me que nos primeiros treinos as coisas eram bastante diferentes ao que eu estava habituada, e percebi logo porque é que elas eram Campeãs há tantos anos. Era outro nível e outra seriedade, apesar de sermos amadoras.

CR: Logo na primeira temporada no 1º Dezembro, sagrou-se Campeã Nacional. Foi a concretização de um objetivo/sonho?
CM: Claro que sim. As coisas aconteceram tão rápido que nem me apercebia da dimensão delas. Ali era “vulgar” ser-se Campeão Nacional e ganhar tudo. Na altura, continuava também ligada ao hóquei, então tinha de dividir um pouco o meu tempo.

CR: Em que momento optou pelo futebol em vez do hóquei?
CM: Optei pelo futebol quando decidi ser profissional de futebol e sair de Portugal. A nível de seleções, cheguei a representar, também, a selecção A de hóquei em patins, mas no futebol tinhamos melhores condições e a nível internacional haviam mais competições. Apesar de no hóquei poder aspirar a ser campeã do mundo, era no futebol que conseguia ganhar algum dinheiro. E foi o futebol que teve a maior evolução da modalidade até aos dias de hoje. Sinto que o hóquei estagnou e o futebol deu o “boom” a nível europeu e mundial a que hoje em dia podemos assistir.

CarolinaMendesAtalanta(Carolina Mendes festeja mais um golo ao serviço do Atalanta Mozzanica, de Itália, clube que representou na temporada 2017/2018.)

CR: Voltando ao 1º Dezembro, esteve duas épocas no clube de Sintra que foram bem sucedidas, visto que conquistou dois Campeonatos e duas Taças de Portugal, e estreou-se na Liga dos Campeões…
CM: No 1° Dezembro, cresci muito enquanto jogadora e enquanto pessoa também. Conheci jogadoras e pessoas que me ajudaram e fizeram-me ser a pessoa que sou hoje. Verdadeiros exemplos dentro e fora de campo. Claro que pisar palcos como a fase de apuramento para a Liga dos Campeões era um sonho, mas lá está, aconteceu tudo tão rápido, que eu, naquela idade, nem me apercebia das coisas.

CR: Na época seguinte, teve a primeira experiência no futebol estrangeiro, ingressando no L’Estartit, de Espanha. Como surgiu a hipótese de jogar no campeonato espanhol?
CM: Quando terminou a época 2010/2011, decidi ir fazer Erasmus para Barcelona no meu terceiro ano do curso. Claro que as coisas agora não funcionam como há dez anos atrás. Nós éramos completamente amadoras, e o futebol, apesar daquela paixão toda, não deixava de ser um hobbie. Na época, decidi dedicar-me ao curso e aproveitar a oportunidade do programa Erasmus da minha faculdade. Fui para Barcelona, na altura havia uma portuguesa, Sónia Matias, a jogar no Espanhol de Barcelona, que me convidou a ficar na casa dela aqueles quatro meses. O convívio com as jogadoras, elas sim profissionais, fez com que despertasse em mim o facto de querer, também eu, ser profissional. Quando regressei a Lisboa, surgiu esse convite da equipa L’Estartit, na Catalunha, da Primeira Divisão Espanhola.

CR: Quais foram as principais diferenças que encontrou em termos futebolísticos? Sentiu dificuldades para se adaptar ao futebol espanhol?
CM: Na verdade, não senti grandes dificuldades. Encontrei uma equipa já estruturada, onde estavam mais três Portuguesas, uma delas é uma das minhas melhores amigas, Raquel Infante, num meio pequeno onde só existia futebol feminino. Portanto, ao domingo, o povo todo ia ver o futebol feminino. Havia outra atmosfera e as pessoas estavam mais ligadas ao futebol. Partilhei o balneário com jogadoras bastante experientes como a Maribel Dominguez, mexicana, que era uma referência na época, e como a Stefanía Maggiolini, uruguaia, o que também enriqueceu a minha passagem por ali.

CR: Em 2012/2013, manteve-se por Espanha, jogando, desta feita, no Olivenza, mudando-se da Catalunha para Badajoz e ficando bem mais perto de casa. Este fator pesou na hora de mudar de equipa? Ou foi apenas uma decisão estratégica de carreira?
CM: A decisão foi estratégica, pois estando perto de Portugal, poderia fazer o estágio do quarto ano de Fisioterapia e assim concluir o curso, ao mesmo tempo que jogava futebol de um modo mais profissional e competitivo, pelo menos comparado a Portugal.

CR: Após dois anos em Espanha, transferiu-se para Itália, para jogar no ASD Riveira, onde esteve uma temporada. Como lhe apareceu esta possibilidade?
CM: Esta oportunidade surgiu naturalmente. Eu era chamada à Seleção, as coisas estavam a correr bem e foi das passagens mais marcantes para mim. Pelo grupo, pelo ambiente vivido, pelo País em si. Foi uma passagem bastante enriquecedora, principalmente enquanto jogadora. Aprendi muito.

CR: E de Itália mudou-se para a Rússia, para representar o Rossiyanka, que curiosamente já tinha defrontado pelo 1º Dezembro. Como foi a adaptação ao futebol e ao País?
CM: Este convite surgiu, também, porque a Rússia defrontou Portugal na AlgarveCup e eu tive algum destaque no torneio, daí o convite. A adaptação não foi tão fácil como nos outros Países. Ali ninguém falava inglês, tinha uma tradutora, de maneira que, ao início, as coisas não foram assim tão fáceis. Com o tempo fui-me adaptando. Ali era só futebol, foi o clube mais profissional onde passei. As condições eram excecionais, o que me fazia gostar de estar lá, para além de Moscovo ser uma cidade lindíssima.

CR: Finda a ligação com o Rossiyanka, mudou-se para a Suécia, um dos Países com maior tradição no Futebol Feminino, para representar o Djurgarden. Como foi a experiência?
CM: Ir para a Suécia, foi mais um desafio para mim. Ali, o futebol é bastante competitivo e a diferença que senti para as outras ligas, é que se trabalha muito bem. A mentalidade também é diferente, o que me levou a estar mais ligada ao futebol. As experiências trazem sempre coisas que nos fazem crescer, independentemente de serem positivas ou negativas. Por mais incrível que possa parecer, foi na Suécia que me senti mais “desacompanhada”, digamos.

CR: No ano seguinte, manteve-se por um País nórdico, desta vez, na Islândia, outro País que aposta muito no Futebol Feminino, e onde esteve ao serviço do Grindavík.
CM: A Islândia “apareceu”, porque tinha uma colega islandesa no Djugarden, que falou do meu nome ao clube. Eles apresentaram a proposta e decidi aceitar. Como é uma liga de Verão, só jogamos durante quatro meses, mas é muito intenso. Jogávamos duas vezes por semana. Foi bom para mim, porque apanhou a altura do Europeu e sentia-me bem preparada fisicamente. Gostei muito da mentalidade do País, mas o nível de futebol estava abaixo do futebol da Suécia.

CarolinaMendesvsEscocia(Carolina Mendes já rematou para o 1-0 de Portugal frente à Escócia no Euro 2017. Foi o primeiro golo de sempre de Portugal num Europeu Feminino.)

CR: Em 2017, voltou novamente a Itália, agora para jogar no Atalanta Mozzanica. Que diferenças encontrou desde a sua primeira passagem pelo “calcio”?
CM: Senti uma melhoria na Liga Italiana, que, aliás, há semelhança de outros Países, estão a investir no futebol feminino e isso tem proporções nos clubes e nas seleções. Ainda há pouco tempo foram batidos recordes de assistências em vários Países, e em Itália houve, também, um recorde de assistência num jogo de Futebol Feminino. É muito bom sentir essa evolução com o passar dos anos.

CR: Esta época, regressou a Portugal sete anos depois de ter saído, para representar o Sporting. Como surgiu a oportunidade de regressar ao nosso País?
CM: O convite já tinha surgido anteriormente, mas achei que ainda não era altura de aceitar. Voltou a surgir um tempo depois e decidi que era altura de regressar a Portugal. Um dos aspetos era para terminar o curso, porque me faltavam duas disciplinas e o outro era para poder jogar no clube do meu coração, Sporting Clube de Portugal. Talvez o facto de estar há tanto tempo fora, também tenha pesado na minha decisão.

CR: A época ainda não terminou, estão a lutar pelo Campeonato, mas já perderam a Supertaça e foram eliminadas da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões. Que balanço faz da temporada até ao momento?
CM: Foi um ano de mudanças e transições, mas penso que, neste momento, as coisas estão a caminhar no sentido certo. Claro que está longe de ser uma época ideal, mas ainda estamos na luta pelo Campeonato, que nos dará acesso à Liga dos Campeões, e é a isso que nos vamos agarrar. Vamos fazer tudo para trazer mais alegrias aos Sportinguistas.

CR: O nosso Futebol Feminino tem melhorado e crescido imenso nos últimos anos. Na sua opinião, estamos no caminho certo para um dia, quem sabe, lutarmos por um título Mundial ou Europeu? 
CM: A nível do futebol feminino em Portugal, muitas coisas mudaram desde que deixei o País. Dantes era impensável haver equipas profissionais, pois o futebol feminino era visto com outros olhos, numa perspectiva completamente amadora. Acho que os clubes e a federação estão a fazer um trabalho excelente no que toca ao futebol feminino. É tudo um processo que leva o seu tempo, mas os resultados estão à vista. Acredito que estaremos, num futuro não muito longe, a disputar uma final de um Europeu ou de um Mundial, mas, para já, o grande objetivo é estar presente nessas provas, poder disputar os jogos com as melhores seleções do mundo e aproximar-mo-nos mais dessas seleções. O caminho está a ser feito e, com certeza, que num futuro próximo vamos colher esses frutos.

CR: Estreou-se na Seleção, em 2004, então nas Sub-18, quando representava o Eléctrico. Como reagiu quando soube que ia representar Portugal? Qual foi o sentimento?
CM: É um sentimento de alegria. Fiquei extremamente feliz, como qualquer atleta que representa o País. Aliás, como agora fico de cada vez que sou chamada à Seleção.

CR: Soma 87 internacionalizações pela Seleção A e apontou o primeiro golo de sempre de Portugal numa fase final, neste caso, do Europeu em 2017. Foi o golo mais importante da sua carreira pelo contexto em que foi e por toda a envolvência que teve?
CM: Sim, foi um dos golos mais importantes, não só pelo impacto que é marcar um golo no Europeu, que na altura nem percebi a dimensão disso, mas também por podermos bater-nos com seleções que estavam acima de nós no ranking. Era a nossa primeira vez numa fase final do Europeu e as expectativas em relação a nós eram baixas. O facto de marcarmos golos e estarmos ao nível das melhores Seleções Europeias, foi algo muito positivo e que nos deixou muito orgulhosas. Acho que também foi um clique para as pessoas olharem de outra maneira para o futebol feminino.

CarolinaMendesRaquelInfante(Carolina Mendes com Raquel Infante, uma das suas melhores amigas e que, atualmente, joga no SL Benfica.)

CR: Nesse Europeu, Portugal somou uma vitória e duas derrotas na fase de grupos e foi uma experiência nova para todas vocês. Fale-nos um pouco desse percurso no Europeu.
CM: O nosso percurso no Europeu foi crescendo à medida dos jogos. O grupo estava muito coeso e isso refletiu-se em campo. Acho que foi a chave para as coisas terem corrido tão bem. Fomos competentes e apesar de não termos passado à fase seguinte (pela diferença de um golo), deixamos uma boa imagem do que é e do que pode vir a ser a Seleção Feminina Portuguesa. Neste momento, as outras seleções olham com outros olhos para nós e esse respeito deve-se a tudo aquilo que conquistamos até agora.

CR: 2019 é ano de Mundial, mas Portugal não estará presente. O objetivo é agora chegar novamente ao Campeonato da Europa. Acredita que é possível?
CM: Sim, infelizmente, ficámos fora do Mundial. Era um dos objetivos que tinhamos, mas as coisas não correram como desejávamos. Esta época de seleção terminou com números muito positivos para nós. Agora, estamos muito concentradas no próximo apuramento para o Europeu, estamos muito focadas e queremos voltar a fazer história.

CR: Tem 31 anos. Há algo que ainda gostasse de fazer/alcançar na sua carreira?
CM: Costuma-se dizer que “os sonhos não têm idade”, e eu penso um pouco assim. A idade é um número. Desde que eu me sinta bem e consiga manter o meu nível, quero continuar a ganhar títulos pelo Sporting e a ajudar a Seleção Nacional.

CR: Que história ou episódio vivido no seu percurso enquanto futebolista, pode contar? 
CM: Há tantas histórias… muitas mesmo. Mas chegar a Espanha e, no primeiro treino, deixar as chuteiras em casa e treinar de ténis… foi uma situação muito embaraçosa e passei o treino a cair.

In https://conversasredondas.wordpress.com/

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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