EUA permite filhos de jogadoras de futebol na concentração

Seleção feminina norte-americana usa esse modelo desde Atlanta, em 96. Foto: Getty Images

Seleção feminina norte-americana usa esse modelo desde Atlanta, em 96
Foto: Getty Images

Se no futebol brasileiro a concentração é usada como uma forma de isolar os jogadores para fazê-los pensar somente na partida, nos EUA a situação é bem diferente. Há dezesseis anos, a seleção americana olímpica feminina de futebol permite que as jogadoras levem suas filhas para a concentração. Considerando que o desempenho das atletas aumenta com a presença das crianças por perto, a Federação Americana de Futebol tem pagado todas as despesas das crianças e de suas respectivas babás.

Inspirado no modelo da LPGA Tour (torneio de golfe), esse programa foi utilizado em diversas modalidades americanas desde a Olimpíada de Atlanta 1996, porém, atualmente, somente a seleção feminina de futebol mantém o “soccer nanny program ” (em portugês, “programa babá de futebol”).

Segundo o site LAtimes, Neil Buethe, porta-voz da equipe americana, afirmou que a presença das filhas na concentração elimina diversas preocupações que as mães têm e que prejudicam seus rendimentos dentro de campo.

Christie Rampone, zagueira da equipe dos EUA, mãe de duas meninas, disse que sem o “soccer nanny program ” não iria para os jogos Olímpicos de Londres. Mesmo pensamento de Abby Wambach, atacante americana eleita a 3ª melhor jogadora do Mundo, que contou que a presença das crianças traz uma dinâmica que impede que o clima da concentração fique monótono.

Desde 1996, ano em que começou a adotar o modelo, a seleção americana de futebol feminino já conquistou uma Copa do Mundo e três Olimpíadas. Antes disso, o futebol dos EUA nunca havia conquistado um ouro olímpico.

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Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

In http://esportes.terra.com.br

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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