Joana Ribeiro nos Estados Unidos para viver o sonho

DR Joana

Joana Ribeiro tem 18 anos e foi de raquete na mão que  se aprecebeu que era com a bola nos pés “que tudo se tornava mais fácil e melhor.” Vive atualmente o sonho americano, mas antes do salto para o país das Campeãs do mundo, trabalhou muito. 

Chegou ao estado do Kentucky, região sudeste dos EUA, no dia 1 de agosto de 2020 e instalou-se numa cidade muito pequena, como descreve, chamada Campbellsville. 
Mas e como é que tudo aconteceu? 

Joana, encontrava-se a terminar o secundário e sabia que era do futebol que gostava de viver, sem  nunca abandonar os estudos. E porque não conciliar os dois? “Sabia que os EUA era minha única solução.” E explica como fez. “Inscrevi-me na Next Level empresa que me ajudou a conseguir uma bolsa desportiva.” Seguiram-se alguns exames em inglês e um vídeo com os seus ‘highlights’. Conta que teve várias propostas de algumas universidades americanas e escolheu, Campbellsville University, como a sua casa para os próximos 4 anos. 

Para além de jogar futebol encontra-se a estudar Sports Management. 

Centro de treinos da Universidade

Com a conjuntura atual, devido à Covid-19, a viagem foi adiada, mas o trabalho não. Segundo a atleta, desde março que se encontra a seguir um plano de treinos, preparado pelo treinador da sua equipa atual. Um plano organizado e disciplinado para que mantivessem a forma.

Assim que lá chegou as diferenças saltaram-lhe à vista “como as condições que são dadas aos atletas e o profissionalismo e organização com que tudo é tratado.” E continua “todos os meses temos o plano do que vai acontecer em cada dia com as horas dos treinos e jogos.” 

Joana treina todos os dias das 18h às 20h  e tem duas horas de ginásio por semana das 7h às 8h. Confessa que esperava um “jogo mais fisíco”, mas ficou surpreendida, diz que há muita qualidade técnica e de “bola no pé” fruto das muitas jogadoras internacionais com quem partilha o balneário. Apesar de ter chegado há pouco tempo “sinto que tenho aprendido bastante e estou a evoluir muito, tanto a nível fisíco, táctico e mental”. 

É a única portuguesa na equipa, mas isso não a assusta, só lhe dá mais vontade de treinar, jogar e sobretudo aprender.

 

Mas como é que este amor pelo futebol surge? 
Desde muito cedo que gostava de jogar com a sua família. Contudo, o ténis ocupava-lhe tempo, até que o ‘bichinho’  falou mais alto. 

Aos 14 anos, uma amiga e a liga francesa, abriram-lhe o caminho. Como conta conheci uma das minhas grandes amigas. Estávamos no intervalo e ela estava a ver um jogo de futebol da liga francesa no telemóvel”. Tal episódio deixou-a “surpresa por encontrar uma rapariga que também gostasse de futebol”. Afinal, não estava sozinha e ainda bem.

E depois de alguma conversa, Joana decidiu ir treinar ao Lisboa SC, equipa onde a amiga jogava, e por lá ficou durante uma época. Depois da experiência apercebeu-se que “precisava de algo maior que me fizesse evoluir” e foi no Futebol Benfica, o histórico Fófó, a equipa que representou durante estes últimos três anos. 

De destacar a última época, onde a jovem de 18 anos, teve muitos minutos o que “me permitiu aprender imenso e desenvolver-me enquanto jogadora”, como confessou. As exibições deram-lhe a oportunidade de treinar com a equipa principal do Fófó, com direito a estreia na Liga BPI, e revelou que fez  algumas captações no Sport Lisboa e Benfica. Não correram pelo melhor. Mas Joana, acredita que “tudo acontece por uma razão”. Não desanimou e teve a melhor época e a mais feliz no Fófó. Como ‘prémio’ rumou aos Estados Unidos para seguir o sonho. 

Um dia gostava de fazer  do futebol a sua vida e jogar a nível profisional, quem sabe em Espanha, liga que gosta muito. Porém um passo de cada vez. Por agora está focada no trabalho que tem pela frente onde pretende retirar o máximo da experiência. “Sinto que aqui tenho todas as condições para crescer e evoluir muito”, nada se consegue sem dedicação, e por isso afirma “se continuar a trabalhar as oportunidades vão surgir.”

É uma jovem motivada e confiante, em causa, está a grande evolução do futebol feminino, um pouco por todo o mundo, com as condições a serem criadas para que qualquer atleta que sonhe em ser jogadora, saiba que pode conseguir. Para não falar do mediatismo e do apoio dentro dos estádios que a deixam muito feliz.  

Apesar da distância não deixará de acompanhar o que acontece em Portugal, sobretudo na Liga BPI, e confidencia que está muito curiosa com o início da época. 

“Há muitas novas equipas com muito boas jogadoras e cada vez mais jogadoras internacionais. Está a ser feito muito investimento na Liga BPI e os clubes estão a começar a dar mais valor ao futebol feminino e às suas jogadoras. Penso que vai haver grandes jogos esta época.” 

De destacar os três grandes: Benfica, Sporting e Braga, mas não só, acredita que haverão clubes a dar luta e proporcionar bons espetáculos. Diz-nos que está intrigada para ver o Damaiense “depois de tantas boas contratações”, o Amora FC “que tem um bom projeto” e claro, o Fófó “que também vai fazer uma época sólida e com muita qualidade.”  

E por falar em equipas e jogadoras. Destacarias algumas? 

Apesar de estar no país das Campeãs do Mundo, não acompanha muito o futebol internacional, talvez agora o passe a fazer mais. Mas olhando par o que se faz por cá, dá destaque ao Benfica “é a equipa com mais qualidade neste momento”. Sobre jogadoras, há três das quais gosta muiro e que são uma referência, é o caso da Dolores do SC Braga, a Edite e a Silvia do Fófó. Um dia quer ser como elas, mas por agora, só quer disfrutar e aprender. 

E remata “aqui estou eu super feliz com a minha decisão e apercebi-me que todo o trabalho é sempre recompensado”. 

DR Joana Ribeiro

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