Lei 12: Faltas e incorrecções (1ª Parte)

No artigo desta semana, vamos abordar mais um ponto importante no que respeita às regras a serem cumpridas pelos árbitros e principalmente pelos jogadores, sendo que vamos dividir este artigo em duas partes uma vez que esta regra é muito extensa.

Os pontapés livres-indirecto e directo e o pontapé de penálti só podem ser assinalados por faltas e infracções cometidas quando a bola está em jogo.

No que respeita ao pontapé-livre directo é concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das seguintes infrações por imprudência, negligência ou com força excessiva: carregar um adversário; saltar sobre um adversário; dar ou tentar dar um pontapé num adversário; empurrar um adversário; agredir ou tentar agredir um adversário (incluindo cabeçada); entrar em tackle ou entrar sobre um adversário e passar ou tentar passar uma rasteira a um adversário. Se uma infração envolver contacto é penalizada com um pontapé-livre direto ou pontapé de penálti.

Podes se entender que “Imprudência” significa que o jogador mostra falta de atenção ou consideração ao entrar sobre um adversário, ou que atua sem precaução, não é necessária qualquer sanção disciplinar, já a “Negligência” significa que o jogador atua sem ter em conta o perigo ou as consequências do seu ato para o seu adversário e deve ser advertido e “Força excessiva” significa que o jogador faz um uso excessivo da força colocando em perigo a segurança de um adversário e deve ser expulso.

Um pontapé-livre direto é concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das infrações seguintes: tocar deliberadamente a bola com as mãos (exceto o guarda-redes dentro da sua própria área de penálti); agarrar um adversário; impedir o movimento de um adversário com contacto e cuspir sobre um adversário.

Tocar a bola com as mãos implica um ato deliberado em que o jogador toma contacto com a bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios: o movimento da mão na direção da bola (e não a bola na direção da mão); a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada); a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração; o facto de o contacto com a bola ser feito com um objeto que se tem na mão (peça de vestuário, caneleira, etc.), não deixa de constituir infração; e o contacto com a bola ser feito através de um objeto lançado (bota, caneleira, etc.) também constitui infração.

Fora da sua própria área de penálti, o guarda-redes está sujeito às mesmas restrições que os restantes jogadores, no que diz respeito ao contacto da bola com as mãos. No interior da sua própria área de penálti, não pode ser sancionado com um pontapé-livre direto ou outra sanção relacionada por jogar a bola com as mãos, podendo, no entanto, ser sancionado com um pontapé-livre indireto por infrações relativas ao contacto da bola com as mãos.

Relativamente ao pontapé-livre indireto é concedido à equipa adversária quando um jogador: jogar de uma maneira perigosa; impedir a progressão de um adversário sem qualquer contacto; manifestar desacordo, usar linguagem e/ou gestos ofensivos, injuriosos e/ou grosseiros ou cometer outras infrações verbais; impedir o guarda-redes de soltar a bola das mãos ou pontapeie ou tente pontapear a bola quando o guarda-redes está a soltá-la das mãos e cometer qualquer outra infração não mencionada anteriormente nas Leis, pela qual o jogo seja interrompido para advertir ou expulsar um jogador.

Um pontapé-livre indireto é concedido à equipa adversária, se o guarda-redes cometer uma das seguintes infrações dentro da sua própria área de penálti: manter a bola nas mãos durante mais de seis segundos antes de a soltar e tocar a bola com as mãos depois de:

a ter soltado sem que ela tenha sido tocada por outro jogador esta ter sido pontapeada deliberadamente para si por um seu colega de equipa; e a receber diretamente de um lançamento lateral efetuado por um colega de equipa.

Considera-se que o guarda-redes tem a bola em seu poder quando: detenha a bola nas mãos ou quando a bola se encontre entre a mão e qualquer superfície (por exemplo, o solo, o seu corpo) ou quando toque na bola com qualquer parte das mãos ou braços, exceto se a bola ressaltar acidentalmente do guarda-redes ou se o guarda-redes tiver feito uma defesa; tenha a bola na palma da mão aberta e faça ressaltar a bola no solo ou a atire ao ar. Se um guarda-redes tem a bola em seu poder, nenhum adversário pode disputá-la.

Jogar de maneira perigosa entende-se toda a ação de um jogador que, ao tentar jogar a bola, põe em risco a integridade física de alguém (incluindo ele próprio). O jogo perigoso é cometido na proximidade de um adversário, impedindo-o de jogar a bola por receio de ser lesionado. Os pontapés de “tesoura” ou de “bicicleta” são autorizados, desde que não constituam perigo para o adversário.

Por “impedir a progressão de um adversário” entende-se colocar-se na trajetória do adversário para o obstruir, bloquear, abrandar a sua corrida ou obrigá-lo a mudar de direção, sem que a bola se encontre a uma distância jogável para nenhum dos jogadores. Todos os jogadores têm direito à sua posição no terreno de jogo; encontrar-se no caminho do adversário não é o mesmo que movimentar-se para se colocar no seu caminho.

Um jogador pode proteger a bola colocando-se entre um adversário e a bola, desde que a bola se encontre a uma distância jogável e que não agarre o adversário fazendo uso dos braços ou do corpo. Se a bola se encontrar a uma distância jogável, o jogador pode ser carregado de forma correta por um adversário.

Quanto às medidas disciplinares o árbitro tem autoridade para aplicar sanções disciplinares, desde o momento em que entra no terreno de jogo para a inspeção antes do jogo até que saia após o final do jogo (incluindo pontapés da marca de penálti). Se, antes de entrar no terreno de jogo para o início do jogo, um jogador cometer uma infração passível de expulsão, o árbitro tem autoridade para impedir que o jogador tome parte no jogo (ver Lei 3.6); o árbitro deve relatar quaisquer outros comportamentos incorretos às autoridades competentes.

Se um jogador comete uma infração sancionada com uma advertência ou com expulsão, quer seja dentro ou fora do terreno de jogo, contra um adversário, um colega de equipa, um elemento da equipa de arbitragem ou contra qualquer outra pessoa é punido conforme a natureza de infração cometida. O cartão amarelo utiliza-se para comunicar uma advertência e o cartão vermelho para comunicar uma expulsão.

Só podem ser mostrados os cartões amarelo e vermelho aos jogadores, aos suplentes ou aos jogadores substituídos. Quando o árbitro decide exibir um cartão para advertir ou expulsar um jogador, o jogo não deve recomeçar antes que a sanção seja aplicada.

No caso de o árbitro aplicar a lei da vantagem por uma falta que teria implicado uma advertência ou expulsão se o jogo tivesse sido interrompido, esta advertência ou expulsão deve ter lugar quando a bola deixar de estar em jogo, exceto quando a anulação de uma clara oportunidade de marcar um golo resultar em golo, caso em que o jogador é advertido por comportamento antidesportivo. A lei da vantagem não deve ser aplicada em situações de falta grosseira, conduta violenta ou numa segunda infração passível de advertência, a menos que se trate de uma clara oportunidade de golo. O árbitro deve expulsar o jogador na primeira interrupção do jogo, mas se o jogador jogar a bola ou disputar a bola com um adversário ou interferir com o adversário, o árbitro interrompe o jogo, expulsa o jogador e recomeça o jogo com um pontapé-livre indireto, a menos que o jogador tenha cometido uma infração mais grave.

Se um defensor começa a agarrar um atacante fora da área de penálti e prossegue a sua ação para o interior da área, o árbitro deve conceder um pontapé de penálti.

 

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