Lei 3 – Os jogadores: número, número de substituições, procedimento de substituição e infrações e sanções (2ª Parte)

No artigo desta semana vamos continuar a explicar esta lei, que nos fala sobre os jogadores.

Um jogador que é expulso: antes de ser entregue a ficha de jogo não pode ser inscrito na mesma seja em que qualidade for, depois de ser inscrito na ficha de jogo e antes do início do jogo pode ser substituído por um suplente designado, sendo que este não pode ser substituído; o número de substituições que a equipa pode efetuar não é reduzido e após o início do jogo não pode ser substituído. Um suplente inscrito que seja expulso antes ou depois do pontapé de saída do jogo não pode ser substituído.

O treinador e outros elementos oficiais indicados na ficha de jogo (com a exceção de jogadores ou suplentes) são considerados como elementos oficiais da equipa. Qualquer pessoa que não conste da ficha de jogo de uma equipa como jogador, suplente, técnico ou dirigente é considerado um elemento estranho. Se um elemento oficial de uma equipa, um suplente ou um jogador expulso ou um elemento estranho entra no terreno de jogo, o árbitro deve: apenas interromper o jogo se houver interferência no jogo, ordenar a sua saída do terreno de jogo na paragem seguinte do jogo e tomar as medidas disciplinares apropriadas.

Se o jogo é interrompido e a interferência foi causada por: um elemento oficial de uma equipa, um suplente, um jogador substituído ou um jogador expulso, o jogo recomeça com um pontapé-livre direto ou pontapé de penálti ou um elemento estranho, o jogo recomeça com um lançamento de bola ao solo. Se a bola se dirige para a baliza e a interferência não impede um jogador defensor de jogar a bola, o golo é validado se a bola entrar na baliza (mesmo que tenha havido contacto com a bola), salvo se a bola entrar na baliza adversária.

Se um jogador que solicite a autorização do árbitro para reentrar no terreno de jogo, reentrar sem autorização do árbitro, este deve então: interromper o jogo (mas não imediatamente, se o jogador não interfere com o jogo, ou com um elemento da equipa de arbitragem, ou se houver lugar à aplicação da lei da vantagem) e advertir o jogador por ter entrado no terreno de jogo sem a sua autorização. Se o árbitro interromper o jogo, este deve ser recomeçado: com um pontapé-livre direto no local da interferência ou com um pontapé-livre indireto no local em que a bola se encontrava no momento da interrupção, se não tiver havido interferência.

Se um jogador ultrapassar acidentalmente uma das linhas limites do terreno de jogo, não é considerado infrator.

Se, após a obtenção de um golo e antes de o jogo recomeçar, o árbitro se apercebe que uma pessoa a mais se encontrava dentro do terreno de jogo no momento em que o golo foi obtido: o árbitro deve invalidar o golo se a pessoa a mais era: um jogador, suplente, jogador substituído, jogador expulso ou elemento oficial da equipa que marcou o golo; o jogo recomeça com um pontapé-livre direto no local onde se encontrava a pessoa a mais um elemento estranho que interferiu com o desenrolar do jogo, a menos que o golo resulte de uma situação como a descrita em “outras pessoas no terreno de jogo”, sendo que o árbitro deve validar o golo se a pessoa a mais era: um jogador, suplente, jogador substituído, jogador expulso ou elemento, um elemento estranho e não teve interferência no jogo oficial da equipa que sofreu o golo ou um elemento estranho e não teve interferência no jogo.

Em qualquer dos casos, o árbitro deve ordenar a saída da pessoa a mais do terreno de jogo. Se, após a obtenção de um golo e após o jogo ter recomeçado, o árbitro se apercebe que uma pessoa a mais se encontrava dentro do terreno de jogo no momento em que o golo foi obtido, o golo não pode ser invalidado. Se a pessoa a mais continuar no terreno de jogo, o árbitro deve: interromper o jogo, ordenar a saída da pessoa a mais e recomeçar o jogo com um lançamento de bola ao solo ou pontapé-livre, conforme for apropriado.

O árbitro deve informar este facto às autoridades competentes.

O capitão da equipa não tem qualquer estatuto ou privilégios especiais, mas tem um certo grau de responsabilidade pelo comportamento da equipa.

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