“Até as minhas pernas, pés, cabeça não poderem mais”, Mariana Jaleca, Quintajense FC

1) BI Futebolistíco
Nome completo: Mariana Pereira Jaleca
Nome Futebolístico: Jaleca
Local e data de nascimento: Setúbal, 8 de Outubro 1997
Nacionalidade: Portuguesa
Profissão: Estudante
Ano que iniciaste a prática futebol federado: 2009
Clubes que já representaste no futebol: Vitória Futebol Clube; Comércio Industria; Palmelense Futebol Clube
Clube Actual: Quintajense Futebol Clube
Posição especifica: Médio Ofensivo
Títulos Colectivos Conquistados : Vice – campeã pela seleção distrital de Setúbal no torneio inter – associações 2011/2012
Títulos Individuais Conquistados : aos 7 anos prémio de melhor jogador do Vitória Futebol Clube
Número de internacionalizações: 1 sub-16
Clube Favorito: Vitória Futebol Clube
Número Preferido : 7
Jogador preferido: João Moutinho e Neymar
Jogadora preferida: Megan Rapinoe e Ana Borges
Uma virtude: Ambiciosa
Um defeito : Teimosa

2)Como é que começaste a praticar futebol?

Desde pequena sempre gostei da bola. Jogava no quintal destruía sempre as flores, em casa parti muitos quadros, molduras e bonecas de porcelana. Às vezes ia para a loja do meu pai e não tinha nenhuma bola ele fazia uma com papel embrulhado em vinil. Quando entrei para a primária na primeira semana nunca parei de chorar, porque não queria ir para a escola até que um dia me disseram que íamos a uma visita ao estádio do Vitória, quando fui a essa visita fui toda equipada e a partir desse dia nunca mais chorei. Então a minha avó materna andou à procura de um clube para jogar mas ninguém queria uma rapariga na equipa e o único que me aceitou foi o Vitória Futebol Clube. Fui a primeira rapariga em Setúbal a entrar para uma equipa masculina.

3)Tiveste o apoio da tua família?

Sempre tive o apoio de todos. Mas tive mais apoio dos meus pais e da minha avó materna.

4)O futebol foi sempre a única paixão , ou gostavas de fazer desporto em geral?

Sempre gostei de desporto, menos os aquáticos. Cheguei a praticar karaté, onde ganhei várias medalhas.

5)Qual foi o melhor e o pior momento que viveste no futebol até hoje e porquê?

O melhor momento que vive no futebol foi quando descobri o futebol 11 feminino e o pior foi quando tive que parar durante 3 meses devido a uma lesão que tive no joelho.

6)Como te descreves como jogadora?

Eu acho que tenho uma boa visão de jogo, distribuio muito bem o jogo, penso que tenho muita técnica.

7)Tens alguma superstição ou ritual antes ou depois dos jogos?

Sim, antes de entrar penso na minha avó, entro sempre com o pé direito, ficar no fim na saudação e antes da saudação dar dois saltos. Depois do jogo, perceber o que fiz de bem e o que fiz de mal, ficar pelo menos 5 minutos sozinha sem falar com ninguém.

8)O que te motiva para continuares a jogar futebol?

Conseguir chegar até ao meu sonho.

9)Alguma vez sentiste que o futebol te prejudicava nos estudos ou na tua vida profissional?

Sim no principio do 10º ano, chegava tarde a casa depois dos treinos e levantava-me cedo o que me deixava bastante cansada.

10)A falta de condições e de reconhecimento do futebol feminino é só um problema de dinheiro?

Não só, há pouca divulgação da modalidade, muitas pessoas nem sabem que existe futebol feminino em Portugal.

11)Achas que o futebol feminino ainda está ligado a preconceitos?

Já há muita gente que prefere ver futebol feminino ao futebol masculino, mas sim continua a haver muitos preconceitos tais como “o futebol é coisa de homens”. E é por essas razões que o futebol feminino não cresce ainda mais.

12)Achas que num futuro próximo vamos ter uma liga profissional em Portugal?

Isso era sinal que o futebol feminino cresceu e muito. Tenho esperanças que isso aconteça mas não tão cedo.

13)Qual a liga estrangeira que mais te atrai?

Alemã.

14)Se te aparecesse uma oportunidade para ser profissional em Portugal ou no estrangeiro aceitavas?

Sem olhar para trás, mas sempre com um 2º plano no caso de acontecer alguma coisa que não me deixe continuar.

15)Até quando pensas jogar futebol?

Boa pergunta! Até as minhas pernas, pés, cabeça não poderem mais.

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