MFSG-“Estamos e estaremos sempre do lado da igualdade e do respeito.”

 

Depois da polémica em torno do teto salarial a Federação Portuguesa de Futebol lançou um comunicado onde informa que já não vai incluir qualquer limite orçamental no futebol feminino para a época 2020/2021.  A FPF explica que tomou a decisão depois de ter chegado a um entendimento com o Sindicato dos Jogadores, após reunião entre ambos.

“Sendo a Federação e o Sindicato parceiros na promoção e desenvolvimento da participação das mulheres no desporto em geral e no futebol em particular e face ao clima de intranquilidade gerado pelo facto da medida ter sido interpretada como uma discriminação em função do género – coisa que não é nem poderia ser -, a FPF informou o Sindicato que essa norma específica não constará do regulamento 2020/2021”, referiu em comunicado.

Depois da FPF terminar com o teto salarial, o Movimento Futebol Sem Género, recorreu ao seu Instagram para comentar o assunto.

No comunicado oficial podemos ler: 

” O Movimento Futebol Sem Género vê, com naturalidade, o recuo da FPF relativamente à imposição de um teto salarial para o futebol feminino.

Todavia, lamentamos que a FPF continue a entender que a imposição deste teto, somente aplicável ao futebol feminino, não encerre em si mesmo violações crassas dos direitos dos direitos das jogadoras, em prejuízo do futebol em geral e do futebol feminino em particular, e que recue alegando o clima de intranquilidade gerado. 

Pena é que a FPF não alcance, ainda, a gravidade das suas intenções e a dimensão da perda de confiança que a defesa da desigualdade sempre acarreta- no presente, e no futuro- o que obriga o Movimento Futebol Sem Género a continuar alerta contra estas e outras violações. 

O Movimento sabe que, como sempre acontece nestas ocasiões, enquanto umas afirmaram e defenderam as suas ideias independentemente da “intranquilidade” que as mesmas lhes poderiam provocar nas suas vidas profissionais e pessoais, outros houve que iam gerindo as suas opiniões e posições em função de outros valores que não os da defesa do que é ajuizado e acertado.

Daí que, naturalmente, o Movimento Futebol Sem Género não se poderá rever, nem agora, nem nunca, num Sindicato cujo Presidente, nas tormentas das primeiras ondas seja o primeiro a abandonar a embarcação (se é que alguma vez lá esteve dentro) e, uma vez passado o “Bojador” venha cantar ‘aqui-d’el-rei’ que aqui cheguei, tentando reescrever a História. Aliás, o lado errado da História em que se posicionou para granjear as boas graças da FPF.

O Movimento Futebol Sem Género, que conta já com a assinatura de mais 200 jogadoras, vai continuar com uma voz ativa e a lutar pelos interesses das jogadoras de futebol feminino, doa a quem doer. Estamos e estaremos sempre do lado da igualdade e do respeito.
Muito nos orgulha que o Movimento tenha conseguido mudar a opinião de um Sindicato que, por si só, apenas existe como organismo para defesa dos jogadores e jogadoras.
O Movimento agradece, naturalmente, a todos os que colaboraram na divulgação e defesa dos argumentos que SEMPRE defendemos contra a imposição de um teto salarial discriminatório e que deve envergonhar quem do mesmo se lembrou, quem negociou e, naturalmente, quem o pretendia, a coberto de uma Pandemia, o fazer aplicar. Um especial agradecimento ao Dr. Ricardo Cardoso e a toda a equipa da CMB que nos acompanhou e à assessora de imprensa @inesimoesoficial , pelo trabalho inexcedível.”

 

 

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