Mjelde, um caso de sucesso em família

Mjelde, um caso de sucesso em família
Maren Mjelde

Tal pai, tal filho. No caso de Maren Mjelde, podemos dizer “tal pai e tal mãe, tal filho e tal filha”. O amor de toda a família desta norueguesa pelo futebol parece estar em nos seus genes.

“Os meus pais jogam futebol, e quando eu era pequena frequentava os treinos com o meu irmão Erik (hoje jogador profissional)”, diz Mjelde em entrevista exclusiva ao FIFA.com. “Eu tinha sete anos quando o meu pai criou um time para rapazes da minha faixa de idade. Pude jogar com eles e era a única garota. De certo modo, não tive outra escolha.”

A troca de opiniões na família é para eles muito importante. “O Erik entra em contato comigo depois de um jogo para falar sobre o meu desempenho, sobre os pontos positivos e negativos, e faço o mesmo em relação a ele. O meu pai também tem a mesma atitude conosco.”

As opiniões dos familiares devem ter sido bastante favoráveis nos últimos tempos, pois a atleta de 24 anos chegou, com a seleção do seu país, à final da Eurocopa 2013. E a sequência de sucessos prossegue nas eliminatórias para o Mundial Feminino da FIFA Canadá 2015.

O sucesso traz uma maior expectativa
“Em primeiro lugar, gostaria de dizer que fomos muito bem no Europeu, embora ninguém, nem nós mesmas, confesso, esperasse tanto”, revela a jogadora do Turbine de Potsdam na Alemanha. “Quando agora penso naquela final, sinto uma certa decepção, pois tivemos uma grande chance de ganhar e acreditávamos que dava para derrotar a Alemanha. Aí, vieram aqueles dois pênaltis… Bom para elas e ruim para nós que Nadine Angerer tem demonstrado há anos ser uma guardiã bastante competente. Porém, considerando todo o torneio, penso que mostramos ser muito fortes.”

Devido a esse sucesso, cresceu a expectativa sobre o selecionado norueguês, que está novamente em evidência no olhar do público. Isso agrada a meio-campista: “É bom, pois as pessoas ficam mais atraídas pelo futebol feminino. Claro que sentimos uma pressão maior, mas faz parte da vida. Olhem o nosso desempenho nas eliminatórias: um ótimo começo e a superação contra adversários como Holanda e Bélgica. Espero que prossigamos assim.”

A base para o sucesso está plantada. A Noruega lidera o Grupo 5 com quatro vitórias. “Estamos com um pé na Copa. Ainda temos sete jogos pela frente, mas acredito muito na nossa força, deveremos vencer todos. Estaremos no Canadá.”

Tempo de revanche
“Participei de duas Eurocopas. Uma experiência e tanto nesse que é um grande torneio. Mas um Campeonato do Mundo é ainda maior. Na última, disputada na Alemanha, não fomos bem. Tenho um sentimento de revanche e quero arrebentar nesta.”

Antes que chegue 6 de junho de 2015, data do início da Copa, Mjelde já estabeleceu metas claras para si. “Eu gostaria de levar o Turbine à final da Liga das Campeãs. Ainda não havia disputado esse campeonato, esta é a minha primeira vez. Batemos o Lyon, o que foi bacana. Se jogarmos sempre daquela forma, iremos longe. Tudo pode acontecer, mas tenho como objetivo uma grande conquista pelo Turbine.”

In pt.fifa.com

AnaSilva

Adepta do desporto em geral, mas apaixonada pela modalidade REI (Futebol). Passei a fazer parte deste projecto Portal Futebol Feminino em Portugal com a intenção de poder ajudar na divulgação e promoção do Futebol Feminino.

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