“Na teoria a questão dos direitos iguais é aceite e bastante apoiada, mas depois na prática as coisas são diferentes e o futebol é exemplo disso”, Marina Costa, ACRD Oleiros

1) B.I. Futebolistico
Nome completo: Marina Sofia Araújo da Costa
Nome Futebolístico: Marina Costa
Local e data de nascimento: Braga, 7 de Outubro de 1992
Nacionalidade: Portuguesa
Profissão: Estudante (3º ano da licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho)
Ano que iniciaste a prática futebol federado: 2006
Clubes que já representaste no futebol: Associação Merelim S.Paio e Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Oleiros (ACDRO)
Clube Actual: ACDRO
Posição especifica: Médio-centro
Títulos Colectivos Conquistados: _________
Títulos Individuais Conquistados : Prémio Jogadora do mês de Dezembro da ACDRO na presente época (2012/2013) – prémio atribuído pelo Jornal Desportivo Vale do Homem
Número de internacionalizações: 0
Clube Favorito: Benfica
Número Preferido: 4
Jogador preferido, Jogadora preferida: Não tenho nenhum jogador/jogadora preferidos. Gosto dos jogadores do Benfica devido à minha preferência clubística e também aprecio jogadores como o Messi, por exemplo, mas não há nenhum que se destaque no meu leque de preferências.
Uma virtude: Em termos futebolísticos penso que é o facto de tentar dar sempre o meu melhor.
Um defeito : O facto de em campo não conseguir ouvir muitas vezes as minhas colegas a chamarem o meu nome, o que leva a que, em alguns momentos, seja um pouco individualista.


2)Como é que começaste a praticar futebol?
Desde sempre me lembro de gostar de jogar futebol e jogar com os meus amigos desde pequena. Depois também surgiu, na Escola Básica, a oportunidade de jogar futsal no desporto escolar e esse período coincidiu com a minha integração na Associação Merelim S.Paio. Estive uma época apenas a treinar lá porque não tinha idade para ser inscrita no campeonato. Só na época 2006/2007 é que pude de facto participar no campeonato. Não consigo precisar como nem quando comecei a praticar futebol porque foi algo que aconteceu naturalmente visto ter este gosto desde criança.

3)Tiveste o apoio da tua família?
Sim, sempre tive o apoio da minha família. O meu pai sempre esteve envolvido no mundo futebolístico, como jogador e também como treinador e, por isso, sempre viu com “bons olhos” esta minha actividade. A minha mãe, apesar de não ligar muito ao futebol, também me apoiou sempre.

4) O futebol foi sempre a única paixão , ou gostavas de fazer desporto em geral?
Eu gosto bastante de desporto em geral, desde basquetebol, andebol, voleibol a badminton. Mas de facto o futebol sempre foi o meu desporto de eleição.

5)Qual foi o melhor e o pior momento que viveste no futebol até hoje e porquê?
Não considero que haja um melhor e um pior momento a destacar porque de facto considero que tudo na vida é feito de vários momentos e da sua ligação e não de um ou dois momentos em particular. Mas claro que existem situações mais positivas e outras menos positivas. Destaco, pelo lado positivo, por exemplo, a sensação de marcar um golo, de uma vitória (sobretudo as mais sofridas) ou a satisfação pelas coisas saírem bem, quer a nível individual, quer a nível colectivo mesmo que isso não signifique necessariamente uma vitória. Pelo lado negativo, realço sobretudo as situações em que são expulsas jogadoras da minha equipa, há um sentimento bastante desconfortável de impotência por não poder fazer nada para reverter aquela situação.

6)Como te descreves como jogadora?
Tento dar sempre o máximo de mim, tanto nos treinos como nos jogos, mas também espero sempre que as minhas colegas o façam. Penso que para as coisas correrem bem tem de haver esse espírito. Enquanto jogadora também considero que tenho disciplina e respeito por aqueles que me rodeiam. Em situações mais tensas dentro do campo (típicas do futebol) penso que consigo manter a calma.

7)Tens alguma superstição ou ritual antes ou depois dos jogos?
Às vezes entro no campo com o pé direito, mas não é algo que faça sempre.

8)O que te motiva para continuares a jogar futebol?
O futebol faz-me sentir bem, é uma actividade que me dá prazer e é também uma forma de convívio social e de descontracção das tensões do dia-a-dia e enquanto assim for continuarei motivada a jogar.

9)Alguma vez sentiste que o futebol te prejudicava nos estudos ou na tua vida profissional?
De uma maneira geral, acho que não. Quando se gosta do que se faz tanto a nível académico como desportivo, consegue-se conciliar bem as duas coisas.

10)A falta de condições e de reconhecimento do futebol feminino é só um problema de dinheiro?
Penso que não se trata apenas de uma questão de dinheiro, vai além disso. Vivemos ainda com amarras a um passado nada igualitário e ainda há resquícios dessas diferenças entre homens e mulheres. Não é por acaso que ainda hoje se ouve que “o futebol não é para mulheres”. Na teoria a questão dos direitos iguais em termos de género é aceite e bastante apoiada, mas depois na prática as coisas são diferentes em algumas vertentes e o futebol é exemplo disso.

11)Achas que o futebol feminino ainda está ligado a preconceitos?
Sim, tal como disse anteriormente, ainda há muitas pessoas que consideram que o futebol não é para mulheres, que o vêem como uma actividade meramente masculina.

12)Achas que num futuro próximo vamos ter uma liga profissional em Portugal?
Num futuro próximo não diria, mas penso que a longo prazo talvez isso se venha a concretizar.

13)Se te aparecesse uma oportunidade para ser profissional em Portugal ou no estrangeiro aceitavas?
Não porque o futebol é para mim um passatempo e não algo que eu queira seguir profissionalmente. Quando era pequena tinha esse sonho de ser jogadora de futebol profissional, mas com o tempo vamos ganhando maturidade e percebendo realmente o que é importante e o que nos concretiza. Isso hoje seria impensável para mim.

14)Até quando pensas jogar futebol?
Vou continuar a jogar futebol até ele continuar a ser o que é hoje para mim, uma forma de divertimento, de praticar desporto, de descontrair, de me fazer sentir bem. A partir do momento que não me sinta assim a jogar futebol “arrumo as chuteiras”.

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