Não basta promover o empoderamento feminino em campanhas, é preciso pô-lo em prática

A Nike lançou uma campanha sobre o Mundial de Futebol Feminino, que pretende mostrar quão inspirador é para meninas de todo o mundo verem mulheres a participar num evento como este. Estará a marca a tentar limpar a face por ter discriminado várias atletas olímpicas ao cortar-lhes patrocínios durante a gravidez e licença de maternidade? É que não basta fazermos campanhas mediáticas sobre empoderamento feminino, é preciso também ser coerente na vida real quando falamos de contratos e oportunidades

O Mundial de Futebol Feminino arranca esta sexta-feira em França e a festa promete. Tal como já escrevi por aqui há umas semanas, o evento conta com números recorde não só quanto ao interesse do público e transmissões televisivas, mas também no que toca a receitas publicitárias, patrocinadores envolvidos, número de seleções que participam (24) e duração total do evento. Já foram vendidos cerca de um milhão de bilhetes, e partidas como o jogo de abertura ou a grande final esgotaram num ápice (este último ficou ‘sold out’ menos de 25 minutos depois de os bilhetes serem postos à venda). Claro que ainda há muitos preconceitos, e que as mulheres continuam a ser vistas como atletas de segunda categoria (lembram-se dos comentários sexistas à caderneta de cromos com as fotos das atletas, por exemplo?), mas é indesmentível que, passo a passo, o futebol feminino tem vindo a ganhar terreno e a conquistar respeito mundial, inclusive entre os pares masculinos da modalidade.

O caminho tem sido lento (este Mundial já existe desde 1991), mas cada vez mais percebemos que é possível. E enquanto fonte de inspiração para gerações vindouras de aspirantes a jogadoras de futebol, esta oitava edição do Mundial de Futebol Feminino tem muito para dar. Foi precisamente isso que a Nike quis mostrar com uma campanha que acaba de ser lançada e que tem como enfoque o exemplo maior que todas estas jogadoras estão a dar às meninas, adolescentes e mulheres que vão assistir aos jogos, seja nos estádios em França, seja através da televisão nas mais diversas partes do mundo. Um mundo que, infelizmente, continua tantas vezes a privar o sexo feminino de determinados sonhos e aspirações profissionais, apenas porque são mulheres e porque aquilo supostamente não é apropriado para elas.

 

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In Tribuna Expresso

 

AnaSilva

Adepta do desporto em geral, mas apaixonada pela modalidade REI (Futebol). Passei a fazer parte deste projecto Portal Futebol Feminino em Portugal com a intenção de poder ajudar na divulgação e promoção do Futebol Feminino.

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