Que futuro para o futebol feminino – Sindicato dos Jogadores

Maria João Xavier e as expetativas para as próximas épocas.

Para quem tem tido oportunidade de ver os jogos do Mundial de Futebol Feminino, a decorrer em França, e não seja propriamente um grande conhecedor da realidade e da evolução que tem tido nos últimos anos, é possível que fique agradavelmente surpreendido com a visão dos estádios cheios e com a envolvência, em tudo semelhante ao que observamos no futebol masculino.

Mas, não só no estádio se batem recordes atrás de recordes. Também na vertente televisionada, a difusão do futebol feminino tem sido notável.

Já dizia há um tempo atrás que o futuro do futebol feminino só pode ser risonho. Não só ao nível das seleções (o último brilharete pertenceu à seleção sub-17, no último Campeonato da Europa) mas acredito também que esse futuro risonho seja transversal aos clubes de futebol feminino.

Para tal, a evolução dos quadros competitivos tem ajudado a que o nível de exigência e competitividade das jogadoras aumente também. Não falo propositadamente de resultados desnivelados (há e irão sempre continuar a existir) mas sim daqueles confrontos em que a incerteza do vencedor está presente do início ao fim. E esta é uma realidade que se assiste em grande parte dos jogos da Liga BPI e também nos jogos da 2.ª divisão (com exclusão dos jogos em que o adversário foi o SL Benfica).

Na próxima época há o lançamento de mais uma competição para o escalão sénior (Taça da Liga) e a criação da Liga Nacional de Juniores (futebol 11). Irão, certamente, ocorrer mais períodos de competição, para os vários escalões.

Mas, faltava por parte da Federação Portuguesa de Futebol dar um passo à frente e, por via de participação numa determinada competição, apoiar monetariamente os clubes. E esse avanço foi dado com a revelação da atribuição de uma verba de 250 mil euros, de forma proporcional, por todas as 55 equipas que disputaram a competição.

Assim de imediato, se o que caberá a cada equipa fosse uma simples conta de dividir, o que cada equipa iria receber, especialmente as equipas que se deparam com mais dificuldades financeiras para fazer face aos custos da época, seria uma boa ajuda.

Mais do que o montante, é a notícia em si que é de realçar. É que esta decisão abrange todas as equipas de todas as competições seniores, assim se tenham inscrito para disputar a Taça de Portugal. E, para mim, esta é a mensagem mais importante a reter. A distribuição será transversal a todos os clubes, sejam eles de que competição provenham (Liga BPI ou 2.ª divisão), sejam eles clubes com maior capacidade competitiva.

A única responsabilidade dos clubes é inscreverem as suas equipas na competição e, em consonância com o seu desempenho desportivo, maior será a fatia da verba a atribuir.

Parece uma afirmação utópica mas não é. Relembrem-se da última final da Taça de Portugal. Não me refiro ao SL Benfica, naturalmente. Mas o Valadares fez o que tinha a fazer e foi eliminando todos os adversários que apanhou pelo caminho e voltou ao Jamor.

Terá de ser este o pensamento que norteie todas as equipas.

In http://sjogadores.pt

AnaSilva

Adepta do desporto em geral, mas apaixonada pela modalidade REI (Futebol). Passei a fazer parte deste projecto Portal Futebol Feminino em Portugal com a intenção de poder ajudar na divulgação e promoção do Futebol Feminino.

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