“Quem ama o futebol, não precisa de nada para continuar a praticar já está dentro de nós toda a motivação necessária”, Patricia Pelado, SU 1.º Dezembro

1) B.I. Futebolistico
Nome completo: Patrícia Galrito Pelado
Nome Futebolístico: Piquii (este nome foi-me dado por uma colega por eu ser a mais nova e pequena da equipa)
Local e data de nascimento: Sintra, 21 de Julho de 1997
Nacionalidade: Portuguesa
Profissão: Estudante
Ano que iniciaste a prática futebol federado: 2006
Clubes que já representaste no futebol: (Futsal) dos Francos, Atlético Clube do Cacém, Trajouce (4 Linhas), S.U 1º de Dezembro.
Clube Actual: S.U 1º de Dezembro
Posição especifica: Médio Centro (apesar de poder jogar também a DD, DE, MD e ME).
Títulos Colectivos Conquistados:  1º lugar dois anos consecutivos no Torneio de Palmela, 2º lugar no Lisboa Cup 2010, 2º lugar na final da Taça de Promoção (2011-2012), 3º Lugar no torneio Inter-Associações em 2012.
Títulos Individuais Conquistados: Nenhum.
Número de internacionalizações:  1 sub-16
Clube Favorito: Benfica
Número Preferido: 14
Jogador preferido: Leonel Messi
Jogadora preferida: Dolores Silva
Uma virtude: Persistente
Um defeito: Teimosa

 

 

2) Como é que começaste a praticar futebol?

– Desde pequena que sempre tive a paixão pela bola, e ia sempre jogar para a rua em frente da minha casa, até que cada vez o interesse ia aumentando mais e pedi aos meus pais para me inscreverem num clube, eles aceitaram e assim foi.

3) Tiveste o apoio da tua família?

– Sim tive, os meus pais aceitaram bem apesar de acharem estranho, mas sempre me deram o apoio deles e ainda hoje são eles que assistem a todos os meus treinos e jogos.

4) O futebol foi sempre a única paixão, ou gostavas de fazer desporto em geral?

– Não, o futebol sempre foi o único interesse mesmo, é a base. Os meus pais aos 4 meses levaram-me para a natação, desporto que pratiquei até 2005 por insistência deles mas a vontade de jogar futebol era tão grande que a minha professora de natação um dia disse aos meus pais que era melhor eu ir para o futebol uma vez que na piscina já só estava a melhorar tempos e como estava contrariada era melhor seguir aquilo que eu realmente queria… FUTEBOL!

5) Qual foi o melhor e o pior momento que viveste no futebol até hoje e porquê?

– O melhor momento, foi sem dúvida quando fui escolhida para integrar a Selecção Distrital de Lisboa, apesar de ser a distrital foi uma sensação única e muito positiva mesmo. O pior momento foi quando fiquei 2 meses sem poder jogar, por um rapaz me ter feito um entorse no pé, num jogo depois de eu lhe ter feito uma “cueca”.

6) Como te descreves como jogadora?

– Sou uma jogadora persistente que tenta sempre dar o seu melhor, não sou uma jogadora rápida, mas tenho uma boa visão de jogo e alguma técnica.

7) Tens alguma superstição ou ritual antes ou depois dos jogos?

– Não digo que seja ritual ou superstição, mas entro sempre com o pé direito dentro do campo.

8) O que te motiva para continuares a jogar futebol?

– Não tenho nada em concreto que me motive, pois quem ama futebol, não precisa de nada para continuar a praticar já está dentro de nós toda a motivação necessária, mas querer chegar longe e ser melhor é o que me faz trabalhar mais todos os dias para mais tarde poder vir a alcançar todos os meus objectivos.

9) Alguma vez sentiste que o futebol te prejudicava nos estudos ou na tua vida profissional?

– Não, é certo que ocupa grande parte do tempo sim, mas os meus pais desde o dia em que me inscreveram no futebol que disseram “A partir do momento em que não conseguires conciliar as duas coisas vais ter que desistir de alguma e a escola não é de certeza”, e assim foi, eu tento conciliar o futebol e o estudo de modo a conseguir obter bons resultados em ambas as coisas.

10) A falta de condições e de reconhecimento do futebol feminino é só um problema de dinheiro?

– Não, a falta de dinheiro também influência sim, mas a ignorância de grande parte das pessoas machistas que  não acredita que as mulheres jogam tão bem como os homens mas com muito mais amor ao futebol, faz com que percam o interesse e não consigam ver o verdadeiro valor do futebol feminino.

11) Achas que o futebol feminino ainda está ligado a preconceitos?

– Sim está, sempre esteve mas de momento estamos a melhorar,  ainda se encontra-se com muito preconceito sim.

12) Achas que num futuro próximo vamos ter uma liga profissional em Portugal?

– Não é impossível, mas acho muito difícil! Enquanto os clubes grandes não começarem também eles a acreditar e a criar equipas femininas penso ser complicado.

13) Qual a liga estrangeira que mais te atrai?

– No futebol feminino, a liga Alemã sem dúvida, e no masculino a liga espanhola.

14) Se te aparecesse uma oportunidade para ser profissional em Portugal ou no estrangeiro aceitavas?

– Sim, aceitaria!

15) Até quando pensas jogar futebol?

– Até ao dia em que no fim de um jogo sentir que já não conseguirei fazer outro, porque enquanto chegar ao fim dos jogos e me sentir com força para fazer outro a seguir, irei sempre continuar sem dúvida!

16) Como é vestir a camisola da selecção portuguesa?

– Como é vestir a camisola da selecção portuguesa eu não sei, ainda não tive oportunidade para isso, mas se vestir a camisola da selecção distrital de Lisboa já foi uma grande honra e uma excelente sensação, então vestir a da selecção portuguesa será algo que nem sequer tem explicação possível!

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