Retrospetiva da participação de Portugal na Algarve Cup

Terminou na passada quarta-feira, 4 de março a 27.ª edição desta competição.

Sendo que esta decorreu entre os dias 4 e 11 de março, a 27.ª edição deste torneio de futebol feminino que acolheu as maiores seleções do panorama mundial.

Esta competição contou com várias seleções como a Alemanha (2.ª do ranking), bem como a Suécia (5.ª do ranking), Noruega (12.ª do ranking), Itália (14.ª do ranking), Dinamarca (16.ª do ranking), Bélgica (17.ª do ranking), Nova Zelândia (23.ª do ranking).

Posto isto, estando Portugal em 31.ª no ranking, a tarefa de levar o título é sempre complicado sendo que o maior objetivo passa sempre por jogar frente a frente com algumas das melhores do mundo bem como experimentar algumas jogadoras e estratégias.

Tendo sido isso que o treinador da seleção das quinas, Francisco Neto fez. Chamando Bárbara Santos, Francisca Nazareth e Andreia Jacinto à equipa principal da selação nacional, sendo que as duas últimas têm 17 e 18 anos, respetivamente, sendo que ainda estreou a atleta Andreia Faria.

Destaque-se que com muitos testes e muita juventude a misturar-se com a experiência de jogadoras mais conhecidas como Cláudia Neto, Ana Borges, Andreia Norton, Ana Leite e Dolores Silva, a prestação da equipa nacional ficou aquém das expetativas, mas o treinador de 38 anos referiu que o mais importante é o processo e que este torneio de preparação serviu acima de tudo, para observar novas jogadoras.

Apesar da Algarve Cup  terminou, no entanto, por causar alguns estragos. Sendo que Jéssica Silva que é uma referência atacante lesionou-se – com gravidade, no jogo frente à Bélgica que irá assim falhar os próximos jogos de qualificação para o Euro 2021. Já a estreante Francisca Nazareth também acabou por se lesionar num dos treinos da equipa das quinas tendo deixado o grupo, sendo que também Patrícia Morais foi dispensada depois de contrair uma lesão muscular no jogo contra a Bélgica.

Essencialmente, Portugal jogou num 1-4-4-2, sendo a médio-ofensivo, normalmente, Cláudia Neto a maior referência para criar espaços bem como lançar o ataque para a rapidez das duas avançadas na frente. Num meio campo onde se viu uma qualidade técnica, aparecendo assim depois uma médio-defensiva para destruir o jogo da equipa adversária.

Já na defesa, as jogadoras mais experientes acabaram por mostrar mais debilidades a sair a jogar, também pela capacidade das adversárias em conseguirem pressionar alto.

Em boa verdade, a equipa nacional enfrentou seleções de topo  comportando-se assim “como gente grande”. Note-se que por vezes teve que adaptar a sua estratégia e estar mais tempo sem bola, mas sempre que possível olhou, sem medo, a equipa adversária nos olhos.

Sendo que a anfitriã terminou a Algarve Cup na última posição mas mostrou que em Portugal há hipótese e futuro para mais. Por agora teremos a dupla jornada de qualificação, diante de Finlânia (10 de abril) e Escócia (14 de abril), para o próximo Europeu.

 

In (www.farplay.pt)

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