Turnê do troféu desembarca em Paris


Quando o assunto é futebol, os franceses não gostam muito de ouvir falar da Alemanha. A derrota para o vizinho na semifinal da Copa do Mundo da FIFA 1982, na Espanha, ainda é um dos maiores traumas dos compatriotas de Michel Platini. E o que dizer das sete derrotas sofridas pela seleção feminina em nove partidas? Definitivamente, a Alemanha é uma pedra no sapato da França.

Fora das quatro linhas, no entanto, os dois países estão unidos por um inabalável laço de amizade, reforçado com a chegada a Paris da turnê promocional da FIFA e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011.

Cerca de 150 convidados se reuniram, primeiro no Hotel Radisson Blu Ambassador e depois na embaixada alemã, para celebrarem a passagem do troféu pela capital francesa em um agradável clima de descontração. Dentre as várias personalidades do futebol feminino presentes na cerimônia, estavam as atuais estrelas da seleção francesa Sandrine Soubeyrand e Camille Abily, assim como as ex-jogadoras Sandrine Roux e Corine Diacre.

Após a troca de presentes, sorrisos e gentilezas, a presidente do COL, Steffi Jones, e a responsável pelas competições femininas da FIFA, Tatjana Haenni, fizeram entusiasmados discursos sobre o futebol feminino e a Alemanha 2011. Em seguida, os presidentes das respectivas federações, Fernand Duchaussoy e Wolfgang Niersbach, além do técnico da seleção francesa, Bruno Bini, aproveitaram a ocasião para ressaltarem a amizade franco-alemã e compartilharem a convicção de que o Mundial será extraordinário.

“Existe um vínculo particular que une França e Alemanha”, destacou Steffi Jones ao FIFA.com. “Já tivemos a oportunidade de nos encontrar diversas vezes. Agora, esperamos que a França saiba o quanto queremos organizar uma bela Copa do Mundo, de maneira que estamos fazendo o máximo possível para alcançar esse objetivo.”

Já a ex-atacante Marinette Pichon, dona do recorde de 81 gols pela seleção francesa, relembrou, com exclusividade ao FIFA.com, os seus tempos de atleta. “A Alemanha era um país exemplar, sempre conquistando títulos e formando excelentes jogadoras”, afirmou, destacando uma certa Steffi Jones, que, há até pouco tempo, era uma das suas principais marcadoras. “Ela é uma grande campeã. É um prazer ver que pessoas como ela continuam dedicadas ao futebol feminino.”

A exemplo dessa amizade, que está acima de qualquer rivalidade, Steffi Jones não se furtou a elogiar a ex-adversária. “Marinette era rápida, bastante habilidosa, e dava frequentes passes para gol”, relembrou. “Era muito difícil marcá-la. Embora não fôssemos companheiras de time, estabelecemos uma grande amizade e nunca deixávamos de trocar as camisas ao fim de cada jogo.”

O acaso quis que Alemanha e França se reencontrassem no Grupo A da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011, “grupo da morte” para alguns, mas “grupo da vida” para Fernand Duchaussoy, dada a promessa de espetáculo. De toda forma, o duelo dos vizinhos, no dia 5 de julho, em Mönchengladbach, será uma nova oportunidade de provar que rivalidade e amizade não precisam necessariamente estar em campos opostos.

In pt.fifa.com

Sandra Costa

O futebol faz parte da minha vida. Desde cedo que jogo futebol e decidi criar o Portal Futebol Feminino em Portugal porque senti que ninguém conhecia, sabia ou falava de futebol feminino.

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